FRAGMENTO INQUIETO: HOLLYWOOD PARA MENORES

Você se lembra qual foi a última vez que chorou assistindo à um dramalhão no cinema? E qual foi última cena de sexo que você viu em detalhes na tela grande, consegue dizer? Provavelmente ou isso aconteceu nas décadas passadas ou você não assistiu às grandes bilheterias dos últimos anos. Acontece que os filmes de temáticas adultas foram praticamente abolidos de Hollywood nesta década. Repleta de franquias, animações e ficções científicas, o cinema mainstream da década de 2010 moldou-se ao seu público; um público escapista e, até mesmo, casto. Continuar lendo “FRAGMENTO INQUIETO: HOLLYWOOD PARA MENORES”

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CRÍTICA: “VELVET BUZZSAW” (2019) – O NASCIMENTO DE UM AUTOR

Independente da qualidade, é trágico quando um filme não encontra seu público. É trágico, mas pode ser também promissor. Alguns filmes, pela abordagem estrutural ou pela forma como têm sua história conduzida, podem causar uma grande estranheza por parte do público devido ao nível de transgressão. E aqui há sempre dois caminhos: a transgressão pela transgressão cujo destino é lugar nenhum, ou a transgressão motivada por algum fator. O destino da segunda opção é um lugar muito mais atraente.

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CRÍTICA: “CORINGA” (2019) – SANIDADE MENTAL DIANTE DO CAOS DA SOCIEDADE

O longa dirigido por Todd Phillips e protagonizado por Joaquin Phoenix supera as expectativas do que um filme poderia aprofundar de um consagrado vilão. Até porque, em um mundo de heróis e vilões, as personagens que se opõem aos heróis, muitas vezes, estão longe de serem humanizadas. Talvez a maestria da obra resida exatamente na humanização de alguém tão cruel, mostrando que algumas atitudes não podem ser justificadas, mas sim explicadas.

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CRÍTICA: “MIDSOMMAR” (2019) – O MARAVILHOSO CONTO DE HORROR

Este texto contém spoilers (mas o importante é a jornada, não o destino).

A discussão sobre gênero pode ser muito rica no cinema e na literatura. Quando um autor consegue imprimir elementos de diferentes gêneros narrativos na sua história para criar algo original que faça sentido dentro dos limites interpretativos, o resultado será sempre ambicioso no melhor sentido da palavra. “Midsommar” é um filme extremamente ambicioso nesse sentido. Se decepcionarão aqueles que forem aos cinemas aguardando uma construção convencional, contendo personagens arquétipos com apenas uma única função em meio a uma narrativa formulaica na qual os acontecimentos seguem o esperado do público, gerando algum conforto. Não há conforto algum. Ari Aster enreda seu terror desconfortante com elementos do conto maravilhoso, surgindo, assim, como o terceiro irmão Grimm, de alguma forma (fantástica) perdido na contemporaneidade.

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REVELADO NOVO CARTAZ DE “PROJETO GEMINI”

Divulgado novo cartaz do mais recente filme de Ang Lee, com estreia no Brasil marcada para o dia 10 de outubro

Will Smith, protagonista de “Projeto Gemini“, fará duas versões do mesmo personagem, aos 50 e aos 23 anos. Em entrevistas recentes, Will, o diretor Ang Lee, e os produtores do longa, explicaram que a versão mais jovem do ator foi feita de forma 100% digital, algo inovador no cinema.

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CRÍTICA: “NÓS” (2019) – O MEDO E O RISO NA CONSTRUÇÃO ALEGÓRICA

Jordan Peele, roteirista, diretor e produtor de “Nós”, tem um histórico irrefutável como roteirista de comédia e teve sua estreia memorável no terror com o filme “Corra”, se tornando o primeiro homem negro da história dos indicados ao Oscar a conseguir o prêmio de melhor roteiro original. Se em “Corra” Peele focou em escancarar a sociedade racista, em “Nós” ele coloca em jogo inúmeras críticas à sociedade por meio de muitas referências aterrorizantes e sem abandonar o riso.

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