CRÍTICA: “MIDSOMMAR” (2019) – O MARAVILHOSO CONTO DE HORROR ELÍPTICO

Este texto contém spoilers (mas o importante é a jornada, não o destino).

A discussão sobre gênero pode ser muito rica no cinema e na literatura. Quando um autor consegue imprimir elementos de diferentes gêneros narrativos na sua história para criar algo original que faça sentido dentro dos limites interpretativos, o resultado será sempre ambicioso no melhor sentido da palavra. “Midsommar” é um filme extremamente ambicioso nesse sentido. Se decepcionarão aqueles que forem aos cinemas aguardando uma construção convencional, contendo personagens arquétipos com apenas uma única função em meio a uma narrativa formulaica na qual os acontecimentos seguem o esperado do público, gerando algum conforto. Não há conforto algum. Ari Aster enreda seu terror desconfortante com elementos do conto maravilhoso, surgindo, assim, como o terceiro irmão Grimm, de alguma forma (fantástica) perdido na contemporaneidade.

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REVELADO NOVO CARTAZ DE “PROJETO GEMINI”

Divulgado novo cartaz do mais recente filme de Ang Lee, com estreia no Brasil marcada para o dia 10 de outubro

Will Smith, protagonista de “Projeto Gemini“, fará duas versões do mesmo personagem, aos 50 e aos 23 anos. Em entrevistas recentes, Will, o diretor Ang Lee, e os produtores do longa, explicaram que a versão mais jovem do ator foi feita de forma 100% digital, algo inovador no cinema.

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CRÍTICA: “NÓS” (2019) – O MEDO E O RISO NA CONSTRUÇÃO ALEGÓRICA

Jordan Peele, roteirista, diretor e produtor de “Nós”, tem um histórico irrefutável como roteirista de comédia e teve sua estreia memorável no terror com o filme “Corra”, se tornando o primeiro homem negro da história dos indicados ao Oscar a conseguir o prêmio de melhor roteiro original. Se em “Corra” Peele focou em escancarar a sociedade racista, em “Nós” ele coloca em jogo inúmeras críticas à sociedade por meio de muitas referências aterrorizantes e sem abandonar o riso.

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BILHETERIA EUA: “HOBBS E SHAW” REINA SOBERANO ENTRE AS ESTREIAS DA SEMANA

As estreias da semana não conseguiram derrubar o fenômeno “Hobbs e Shaw”. O spin off de “Velozes e Furiosos” continua liderando as bilheterias americanas com $25.4 milhões em sua segunda semana, acumulando $108.5 milhões no total.

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CRÍTICA: “GUAVA ISLAND” (2019) – A TRAGÉDIA ALEGÓRICA DE CHILDISH GAMBINO

Que Donald Glover é um dos artistas mais completos da nossa época não resta dúvida. Depois de ter se mostrado um grande talento como roteirista em “30 Rock” (2006-2013), como comediante stand-up e como ator na série “Community” (2009-2015), Glover se tornou o protagonista e showrunner de uma das séries de maior sucesso da atualidade, “Atlanta” (2016 – hoje). Além disso, usando o nome de Childish Gambino, o ator faz bastante sucesso também na música pop contemporânea. Agora, em 2019, Glover, mais uma vez, pôs sua criatividade impecável para trabalhar ao trazer “Guava Island”, um filme curto (55 minutos), mas com muito a dizer.

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FRAGMENTO INQUIETO: POR QUEM OS CLÁSSICOS DOBRAM

Pense em cinco filmes clássicos. A tarefa é fácil, mesmo para quem não é um cinéfilo. Nem é necessário ter assistido a um desses filmes para criar uma lista cheia de títulos aclamados, de épocas e gêneros distintos. Agora, tente explicar por que eles são considerados clássicos. Os motivos são igualmente diversos: todos conhecem, fizeram sucesso, são dirigidos por grandes diretores ou medidos pela quantidade de prêmios arrebatados.

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