HERÓIS DOS QUADRINHOS: JEREY SIEGEL E JOE SHUSTER

Desde o tempo das cavernas, a humanidade expressa suas histórias por meio de desenhos. De hieróglifos e pinturas rupestres, passando pelo escudo de Aquiles e tapeçarias, até chegarmos, no final do século XIX, às histórias em quadrinhos que conhecemos hoje. A arte sequencial sempre foi importante para espalhar os mitos e narrativas fantásticas. Nessa série de textos, iremos explorar a vida e obra daqueles que foram responsáveis por reviver o arquétipo heroico grego com os Super-Heróis. Portanto, nada mais justo que começar do início: os criadores do Superman. Continuar lendo “HERÓIS DOS QUADRINHOS: JEREY SIEGEL E JOE SHUSTER”

CRÍTICA: NO PORTAL DA ETERNIDADE (2018)

No universo cinematográfico, e, aqui, tomo a liberdade de incluir as séries, há diversas abordagens que tentam contar e recontar a história do pintor holandês Vincent van Gogh. Uma das primeiras abordagens já feitas é o curta “Van Gogh”, de 1948, dirigido por Alain Resnais. Entre as mais recentes, temos o longa “Van Gogh: Pintando com Palavras”, de 2010, dirigido por Andrew Hutton e estrelado por Benedict Cumberbatch; o excelente episódio “Vincent and the Doctor”, décimo episódio da quinta temporada de Doctor Who, transmitido pela BBC em 2010; e a animação “Loving Vincent”, feita com pinturas de quadros que imitam as obras de van Gogh. Agora, temos “No Portal da Eternidade”, filme que Julian Schnabel assume a direção e é estrelado pelo veterano Willem Dafoe. A enorme quantidade de produções que tomam a mesma figura como elemento central reforça a importância do holandês para o mundo da arte até hoje. Continuar lendo “CRÍTICA: NO PORTAL DA ETERNIDADE (2018)”

CRÍTICA: GREEN BOOK (2018)

Em qualquer forma de narração, o ponto de vista é fundamental para o sucesso ou não da história. Esse ponto de vista é nada mais do que o narrador, o filtro que transmite os acontecimentos para o espectador. No cinema, a questão do narrador é mais complexa pois funciona em dois níveis, a narração de uma personagem, protagonista ou não, e a narração da câmera, responsabilidade dos diretores e das pessoas que trabalham nos bastidores. Em outras palavras, podemos entender que há, no cinema, uma narração diegética e uma narração extra-diegética. “Green Book”, filme dirigido por Peter Farrelly, é um ótimo exemplo para mostrar como a escolha do narrador pode afetar, positiva ou negativamente, a história como um todo.

Continuar lendo “CRÍTICA: GREEN BOOK (2018)”

LITERATURA: COMO PARAR O TEMPO (2017)

Escrito por Matt Haig e publicado no Brasil pela Harper Collins, em 2017, Como parar o tempo é o tipo de livro que tem a capacidade de deixar o leitor envolvido do início ao fim, sem perder o ritmo e sem se tornar clichê, embora apresente temas que constantemente são trabalhados e apresentados a partir dessa visão em outras obras. Continuar lendo “LITERATURA: COMO PARAR O TEMPO (2017)”

CRÍTICA: VICE (2018)

A grande dificuldade em se fazer filmes biográficos reside no fato de que, na maioria das vezes, a vida real não é tão interessante quando a ficção, ainda mais quando a pessoa escolhida é alguém extremante sem carisma como o ex-vice-presidente dos EUA Dick Cheney. No entanto, até a mais monótona das histórias pode se tornar interessante e divertida nas mãos de quem sabe conta-las. Continuar lendo “CRÍTICA: VICE (2018)”

LITERATURA: TRIFLES (1916)

Este texto contém spoilers.

Quando pensamos em peças teatrais somos, imediatamente, guiados pelo percurso shakespeariano que domina agendas culturais desde muito antes do período vitoriano. Dramaturgos como Sófocles e Eurípedes, há mais de 2400 anos, já haviam estabelecido o teatro como parte do mundo dos homens. Esse corpo social ganhava destaque não apenas em relação ao enredo, mas, também, em relação à encenação nas arenas gregas: não era permitido que mulheres atuassem, portanto, homens as representavam em cena. Susan Glaspell, em 1916, nos entrega Trifles, uma peça sobre empatia feminina e ajuda a quebrar esse cenário com uma obra digna de muitas adaptações. Continuar lendo “LITERATURA: TRIFLES (1916)”