Kingsman: The Secret Service (2015)

Título original: Kingsman: The Secret Service
Título nacional: Kingsman: Serviço Secreto
Gênero: Ação, Thriller
Duração: 129 min
Ano de lançamento: 2015
Diretor: Matthew Vaughn
Roteirista: Jane Goldman & Matthew Vaughn (roteiro); Mark Millar & Dave Gibbons (HQ)
Elenco: Colin Firth, Taron Egerton, Samuel L. Jackson
Sinopse: Adaptação da série de quadrinhos criada por Mark Millar. O suspense segue um agente veterano que resolve ajudar um jovem recrutado para uma escola britânica de espiões.

IMDb | Rotten Tomatoes | Filmow

O texto abaixo não contém spoilers.

“Kingsman – O Serviço Secreto” seria a melhor surpresa cinematográfica de 2015 até o momento. Seria. O Fato de Matthew Vaughn ter feito um filme eletrizante que supera todas as expectativas não chega a ser surpreendente para quem conhece um pouco do trabalho do diretor. No entanto, a abordagem irreverente dos já considerados clássicos modernos “Kick Ass” e “X-Men – Primeira Classe” não nos preparou para a explosão literal de cabeças que estava por vir.

A trama gira em torno do jovem Eggsy (Taron Egerton), um garoto humilde da periferia de Londres que se vê envolvido com uma tradicional organização secreta. Sob a tutela do experiente agente Harry (Colin Firth), Eggsy é submetido ao traiçoeiro e competitivo processo seletivo para se tornar membro. Enquanto isso, Valentine (Samuel L. Jackson), um americano viciado em McDonalds e incapaz de presenciar cenas violentas sem vomitar, ameaça dominar o mundo. Para isso, conta com a ajuda de sua fiel assistente Gazelle (Sofia Boutella), uma assassina implacável que possui navalhas afiadas no lugar dos pés. (Apelidada carinhosamente por mim de Crazy Bitch).

O filme nos apresenta uma narrativa mirabolante que evoca os grandes clássicos de espionagem do cinema. As cenas de ação envolventes, as reviravoltas surpreendentes e os supervilões marcam presença, provocando um sentimento de nostalgia no publico. Ao mesmo tempo, o roteiro esbanja um frescor invejável, revezando momentos dramáticos e hilariantes.

Samuel L.Jackson é o grande destaque do elenco. O ator está em plena forma e parece se divertir como nunca na pele de um vilão que já pode ser considerado um ícone. Valentine explica a motivação para seu plano de dominação através de uma analogia fantástica. Ele compara a terra com o corpo humano, o aquecimento global com a febre e os seres habitantes do planeta com um vírus que deve ser eliminado. Uma ideia que seria absurda se não fosse extremamente coerente.

Para os caçadores de referências, “Kingsman” é uma mina de ouro.Além da constante metalinguagem, ”James Bond”, ”Harry Potter” e até mesmo “Minha Bela Dama” são lembrados. Porém, é à cultura inglesa que o filme presta sua homenagem principal. Uma verdadeira declaração de amor, que brinca com estereótipos e enaltece a imagem dos tradicionais cavalheiros ingleses. O que justifica a escalação de Colin Firth, representante legítimo da classe.

O aspecto técnico é impecável. O primor da direção de arte fica claro em momentos como a apresentação dos acessórios utilizados pelos agentes, na qual a riqueza de detalhes é fascinante. Mas o verdadeiro diferencial em “Kingsman” são as cenas de ação, especialidade do diretor. Ninguém filma lutas como Vaughn. Todas são meticulosamente enquadradas e coreografadas, marcadas pela câmera lenta em momentos estratégicos. O cineasta merece todo o reconhecimento possível por ter conseguido reinventar um gênero tão carente de inovações.

Como se não bastasse, o filme apresenta ainda alguns dos momentos mais memoráveis do cinema recente. Uma cena em especial é simplesmente arrebatadora e deixa o espectador em estado de êxtase. Adoraria poder descrevê-la, mas meus olhos se enchem de lágrimas e os pêlos do meu corpo se arrepiam toda vez que tento. Posso adiantar que envolve evangélicos fanáticos, blasfêmia e massacre. Uma combinação perfeita.

Enfim, um verdadeiro espetáculo visual. O sentimento que prevalece é de gratidão por ter tido a oportunidade de presenciar essa obra incrível no cinema. E o conselho que dou a você, leitor, é que não deixe para a amanhã o “Kingsman” que pode ser visto hoje mesmo.

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