Dark Places (2015)

Título original: Dark Places
Título nacional: Lugares Escuros
Gênero: Thriller, Drama, Suspense
Duração: 113 min
Ano de lançamento: 2015
Diretor: Gilles Paquet-Brenner
Roteiristas: Gillian Flynn (novela), Gilles Paquet-Brenner (roteiro)
Elenco: Chloë Grace Moretz, Charlize Theron, Nicholas Hoult
Sinopse oficial: Libby Day (Charlize Theron) é uma mulher traumatizada pelo assassinato de toda a sua família, quando ela ainda era uma criança. Quando é abordada por uma sociedade secreta, especializada em investigar crimes não resolvidos, Libby é obrigada a relembrar sua tragédia familiar.

IMDb | Rotten Tomatoes | Filmow

Em “Dark Places”, do diretor Gilles Paquet-Brenner, é narrado o mistério acerca do assassinato de uma mãe e duas de suas três filhas que aconteceu à quase três décadas atrás. Libby Day (Charlize Theron) consegue fugir do atentado e posteriormente testemunha contra seu irmão, Ben Day (Corey Stoll), como responsável pelo crime. Mais de vinte anos se passam e Ben Day está preso. Entretanto, uma equipe de entusiastas de crimes não resolvidos acredita na inocência de Ben, e bancam uma investigação com ajuda de Libby para provar sua teoria certa. Esse é o ponto de partida para a trama, que é contada através de quatro grandes cenas que se completam resolvendo o mistério.

Cronologicamente, a primeira grande cena do filme se passa dias antes dos assassinatos. Nesse momento, a história é contada pelo ponto de vista de Ben, explicando seu envolvimento com Diondra (Chloë Grace Moretz), sua namorada da adolescência, além de mostrar como era a vida de Ben com sua família.

A segunda grande cena, ainda cronologicamente, se passa logo após um acontecimento que mexe com a vida de Ben e daqueles que o cercam. Essa grande cena se divide em duas subcenas: Uma seguindo o ponto de vista do próprio Ben, mostrando o desenrolar desse acontecimento, e a outra segue a ótica de Patty Day (Christina Hendrix), mãe de Ben e Libby, narrando às consequências desse acontecimento na vida da família Day.

A terceira grande conta os acontecimentos, através da visão de Libby, do dia dos assassinatos. A estética dessa grande cena destoa das demais, pois ela é rodada com câmera subjetiva, mostrando apenas o que Libby vê. Além disso, há também o uso do preto e banco, reforçando o clima pesado e sórdido dos acontecimentos, evidenciando as sombras e dando sentido ao título “Lugares Escuros”. Paquet-Brenner também utiliza uma câmera de mão nessa cena, estratégia essa que tem como intenção colocar quem está assistindo na pele da protagonista, dando um ar de realidade a ação que segue.

E por último a quarta grande cena, que se passa no presente. Aqui, surge Lyle (Nicholas Hout), um dos investigadores particulares que possui um grande interesse no caso de Libby, ele está disposto a financiar uma investigação que visa libertar Ben. Mas para isso acontecer, ele tem antes que convencer Libby de que seu testemunho foi incorreto e um homem inocente está preso em decorrência desse ato.

Entretanto, as grandes cenas estão fora da ordem cronológica. Sendo assim, a montagem é um dos pontos fortes, pois consegue manter o mistério em aberto até o final do terceiro ato. Outro acerto está na direção, que possui diversos aspectos documentais, como a constante focalização no rosto dos atores, captando as emoções dos mesmos quando uma informação importante é revelada a eles, além de ser esteticamente interessante para o que o filme propõe.

As atuações são boas, porém ninguém se destaca. Charlize Theron interpreta uma mulher forte que não precisa de ninguém para nada, mas vive na sombra de um passado que a aterroriza. É o segundo papel de característica forte de Theron em 2015, o primeiro sendo em “Mad Max: Fury Road”. Nicholas Hoult e Chloë Grace Moretz também apresentam atuações consistentes no filme, ambos jovens atores com um futuro promissor pela frente.

Por fim, “Dark Places” é uma boa pedida para os fãs de mistérios e histórias de investigação. Não chega perto de ser tão bom quanto o último livro de Gillian Flynn adaptado para as grandes telas, o excepcional “Gone Girl”, mas também não decepciona. A montagem e edição de Douglas Crise e Billy Fox ditam o ritmo e o clima de mistério constante durante todo o longa e o diretor Paquet-Brenner completa a obra entregando um final satisfatório e bem desenvolvido.

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