The Intern (2015)

The-Intern-Movie-PosterTítulo original: The Intern
Título nacional: Um Senhor Estagiário
Gênero: Drama, Comédia
Duração: 121 min
Ano de lançamento: 2015
Diretora: Nancy Meyers
Roteiristas: Nancy Meyers
Elenco: Robert De Niro, Anne Hathaway, Rene Russo
Sinopse oficial: Na trama, Hathaway é a fundadora de um famoso site de moda que aceita participar de um programa de incentivo ao estágio senior. O estagiário atribuído a ela é um viúvo com cerca de 70 anos (De Niro), que era um empresário bem sucedido antes de se aposentar, mas não entende nada de mídias sociais. O que começa como um choque entre duas realidades distintas se transforma em algo mais, quando o experiente estagiário passa a ensinar à empresária as melhores maneiras de gerenciar um negócio e lhe dar conselhos paternos.

IMDb | Rotten Tomatoes | Filmow

2015, até o momento, vêm sendo um excelente ano para as mulheres no cinema, com papeis fortes interpretados por atrizes como: Charlize Theron em “Mad Max: Estrada da Fúria” e “Lugares Escuros”, Alicia Vikander em “Ex Machina: Instinto Artificial” e Rebecca Ferguson em “Missão: Impossível – Nação Secreta”. E algumas tentativas válidas, mas que escorregam aqui e ali, como a personagem de Bryce Dallas Howard em “Jurassic World”. A personagem de Anne Hathaway em “Um Senhor Estagiário” entra no segundo grupo, para a infelicidade de Nancy Meyers.

Anne Hathaway faz o papel de Jules Ostin, uma workaholic (outra semelhança à personagem de Howard em “Jurassic World”) fundadora de um bem sucedido site de moda e que ama seu trabalho. Ela própria dirige a empresa, entretanto sai um busca de um CEO para que possa ter mais tempo para dedicar a seu marido e filha. Anders Holm faz o papel do marido de Ostin, Matt, um “dono de casa” que cozinha, limpa a casa e se dedica a filha, Paige (JoJo Kushner), 24h por dia e ainda é bonito e sensível. Incomparável. Paige é uma menina extremamente inteligente, fofa e engraçada, além de ser um perfeito exemplo de clichê de personagens infantis em comédias. Na verdade, a palavra clichê define toda essa construção de família. Nancy Meyer deve se achar muito sagaz por inverter os papeis do estereótipo de casais, mas isso não passa de uma forma banal de mascarar um clichê. E é claro, para a “surpresa” de quem escreve, há um problema no meio de toda essa perfeição. Isso abre espaço para uma subtrama rasa, mal desenvolvida e com o desfecho incoerente para o ideal do filme.

Essa não é a única subtrama mal desenvolvida do filme, todas elas são. A relação de amizade dos estagiários jovens com o personagem de De Niro, Ben Whittaker, é totalmente mal explorada. Dessa interação poderiam surgir boas piadas, mas de engraçado há apenas uma cena na qual Whittaker planeja invadir uma casa com os rapazes e no diálogo que procede a ação há uma referência bem divertida a “Ocean’s Eleven”, mas para aqui. E eu não mencionarei a trama da secretária ultrassensível que supostamente deveria ser engraçada, até porque já usei a palavra “clichê” muitas vezes no texto.

Talvez o único personagem que tenha algum mérito seja Ben Whittaker, e muito pelo carisma do ator que o da vida, a lenda Robert De Niro. A personagem é direto, sincero, íntegro, competente e se veste a caráter. Um verdadeiro old school. Entretanto, a diretora escorrega ao tentar fazer uma referência à cena do espelho de “Taxi Driver”, em que Whittaker está discursando para seu reflexo espelhado. Aqui, Meyers deve se sentir novamente genial por tentar de maneira falha e baixa fazer o público se relacionar com o seu personagem através de outro personagem também interpretado por De Niro no passado. Mas o efeito é outro, a diretora derruba a quarta parede e acaba fazendo uma referência ao ator que interpreta o personagem, tirando o foco do filme e o colocando no indivíduo.

Em conclusão, “Um Senhor Estagiário” é um filme raso que se propõe a discutir assuntos sérios como o feminismo, infidelidade e inclusão de idosos no mercado de trabalho, mas falha miseravelmente em cada um deles por falta de conteúdo e por culpa da pretensão da diretora em achar que conseguiria intercalar esses três temas em 121min de edição. Talvez se ela trabalhasse com apenas um deles, o filme não pareceria tão superficial e pedante quando é. Outro ponto negativo é a conclusão que a personagem de Hathaway recebe, indo totalmente na contra mão do discurso pregado durante todo o longa-metragem. E além de tudo, “Um Senhor Estagiário” é uma comédia, mas que em momento algum faz rir. Dispensável.

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