The Martian (2015)

martian2015Título original: The Martian
Título nacional: Perdido em Marte
Gênero: Ficção Científica
Duração: 130 min
Ano de lançamento: 2015
Diretor: Ridley Scott
Roteiristas: Drew Goddard, Andy Weir (livro)
Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig
Sinopse oficial: Durante uma missão a Marte, o astronauta Mark Watney (Matt Damon) é dado como morto após uma feroz tempestade e é deixado para trás por sua tripulação. Mas Watney sobrevive e encontra-se sem recursos e sozinho no planeta hostil. Apenas com suprimentos escassos, Watney deve contar com a sua criatividade, engenho e espírito para subsistir e encontrar uma maneira de sinalizar à Terra que está vivo. A milhões de quilômetros de distância, a NASA e uma equipe de cientistas internacionais trabalham incansavelmente para trazer “o marciano” de volta enquanto seus colegas de tripulação simultaneamente traçam uma ousada, se não impossível, missão de resgate.

IMDb | Rotten Tomatoes | Filmow

“The Martian” é a mais nova tentativa de Ridley Scott em explorar o universo depois do confuso “Prometheus”. Dessa vez, o diretor opta por uma narrativa menos complexa e mais leve e objetiva, apostando no carisma de Matt Damon que passa boa parte do longa-metragem sozinho em cena. O resultado agrada.

O filme começa apresentando uma equipe de astronautas já em Marte, que está lá para pesquisar os aspectos naturais do planeta vermelho. Logo de cara, o espectador tem uma amostra (e que amostra) do grande e competente elenco que o longa possui. A equipe comandada por Melissa Lewis (Jessica Chastain) é composta por: Beth Johanssen (Kate Mara), Rick Martinez (Michael Peña), Chris Beck (Sebastian Stan) e finalmente, o protagonista botânico Mark Watney (Damon). Não demora muito para o que seria uma missão tranquila se torne algo perigoso devido a uma forte tempestade, e a equipe então é obrigada a abortar a missão e traçar o caminho de volta à Terra. Watney é dado como morto pelos seus companheiros e deixado para trás, porém erroneamente. A personagem então começa sua luta por sobrevivência, racionando comida e abusando da ciência para permanecer vivo por quatro anos, tempo estipulado para a próxima equipe chegar ao planeta.

As cenas em Marte são tecnicamente e esteticamente maravilhosas. Scott faz muito bem o uso dos grandes planos gerais, evidenciando o inóspito e reafirmando o estado de solidão do personagem de Damon. Além de vários planos aéreos cujo objetivo é justamente esse – mostrar o isolamento e as grandes proporções da jornada de Mark Watney em busca do objetivo mais primitivo da raça humana, a sobrevivência. O uso do 3D nessas cenas ajuda ainda mais construir esse clima, dando profundidade aos enquadramentos.

Outro aspecto técnico que merece uma atenção especial é a edição de som aliada à montagem. Em diversos momentos, quando dois ou mais personagens estão dialogando a distância, acontece a fala de uma personagem e logo depois do corte essa mesma fala é repetida sob a perspectiva do remetente, que se encontra em outro ponto geográfico. Esse artifício da personalidade ao longa, e ainda cria um clima de suspense entre cortes.

No núcleo da Terra, que tenta manter contato para ajudar Watney, são apresentados novos bons personagens interpretados por atores renomados. A começar por Annie Montrose (Kristen Wigg), uma funcionária da NASA que para narrativa funciona também como alívio cômico. Wigg se demonstra afiada no timing das piadas que possui e ainda entrega boas cenas sem o teor cômico, tão comum na carreira da atriz. Chiwetel Ejiofor é outro excelente ator que compõe esse núcleo. Ele faz o papel de Vincent Kapoor e é o principal aliado do protagonista na Terra. Kapoor não poupa esforços para trazer o astronauta de volta. O ótimo Jeff Daniels também está no filme, o ator traz um ar classudo e firme ao filme, funcionando em alguns momentos como o antagonista da história. Ele da vida a Teddy Sanders, diretor da NASA, que é obrigado a pensar na reputação da instituição em decorrência dos acontecimentos causados pela tempestade. Além de todos esses nomes, há ainda Donald Glover, o eterno Troy Barnes de “Community”, que também funciona como alívio cômico devido a seu personagem antissocial e estranho, e por fim Sean Bean, que – spoiler – não morre nesse filme.

Para concluir, “The Martian” funciona muito bem porque, ao contrário de “Prometheus”, não tem pretensão de ser algo genial por trabalhar temas complexos. Ridley Scott acerta ao mirar no simples, e ao fazer isso, trabalha de maneira primorosa com o que propõe.

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