Love the Coopers (2015)

love_the_coopersTítulo original: Love The Coopers
Título nacional: O Natal dos Coopers
Gênero: Drama, Comédia, Romance
Duração: 107 min
Ano de lançamento: 2015
Diretor: Jessie Nelson
Roteiristas: Steven Rogers
Elenco: Diane Keaton, John Goodman, Ed Helms
Sinopse oficial: O Natal está chegando e para a família Cooper esse feriado é muito especial. Mas o difícil é reunir todo mundo. Os familiares são muitos, no entanto, esse deve ser o Natal em que todos estarão presentes e dispostos a reavaliarem suas vidas, que passam por muitas transições.

IMDb | Rotten Tomatoes | Filmow

Dirigido por Jessie Nelson, “Love The Coopers” chegou aos cinemas brasileiros sem chamar atenção, e deve também sair assim.

O filme conta com um elenco de peso, com nomes famosos tanto na comédia quanto no drama, como: Amanda Seyfried, Diane Keaton, Ed Helms, John Goodman, Olivia Wilde, Alan Arkin, e outros. Os atores estão devidos em núcleos, dando a impressão de que o filme é composto por curtas metragens, assim como foi feito em: “Love Actually” (2003), “New York, I Love You” (2007) e “New Year’s Eve” (2011). Esse é um formato comum em filmes temáticos de romance, e possuem, na maioria das vezes, grandes elencos que não conseguem por si só sustentar roteiros sofríveis. Esse é exatamente o caso de “Love The Coopers”, que conta mais uma história genérica de natal e amor.

O primeiro núcleo apresentado é o de John Goodman e Diane Keaton e, coincidentemente, é também o mais interessante deles. Goodman e Keaton interpretam Sam e Charlotte respectivamente, um casal em crise que, à beira do divórcio, organiza um último jantar de natal a fim de reunir toda a família antes de seguirem com suas vidas separadas. Sam (Goodman) é um homem insatisfeito que almeja uma viagem para a África que havia planejado décadas antes com sua esposa, porém a viagem nunca aconteceu, mas ele não abriu mão de seu sonho. Sonho esse que não é compartilhado por Charlotte (Keaton), que acredita que uma viagem na idade deles não seria viável. Os dois atores tentam fazer algo com o roteiro pobre que lhes foi dado e conseguem tirar um ou outro momento engraçado, mas no mais, é tudo exageradamente dramático e mal dirigido.

O núcleo mais romântico é composto por Olivia Wilde e Jake Lacy, interpretado Eleanor e Joe respectivamente. Eleanor conhece Joe, um soldado que está indo para o Iraque, no aeroporto e como seu voo foi cancelado, o convence a passar o natal com sua família e fingir ser seu namorado. Tudo aqui é de péssimo gosto ou clichê. Os diálogos são assustadoramente ruins. Em determinado momento, se inicia uma conversa sobre política entre os dois, Joe se revela Republicano e Eleanor Democrata e é tudo tão raso e sem conteúdo que chega a ser constrangedor. E como se não fosse o suficiente, eles discutem religião, mas discutem da mesma forma que duas crianças de 10 anos logo depois de acordarem discutiriam.

Há também o núcleo de Anthony Mecky e Marisa Tomei, Officer Willians e Emma respectivamente. O principal tema aqui abordado é a homosexualidade e consequentemente a aceitação. A mensagem que o filme passa nesse núcleo é perfeita e pontual, porém a forma com que ela é passada é tão superficial quanto os outros temas relevantes abordados durante a projeção.

E o pior eu deixei para o final. O núcleo de Alan Arkin, Amanda Sayfried e Ed Helms. Seyfried interpreta uma garçonete chamada Ruby que tem uma relação de afeto com Bucky (Arkin), seu ex-professor e cliente regular do restaurante onde ela trabalha. Os dois discutem questões existenciais de maneira tão superficial e desleixada como todo o resto do filme e acabam se desentendendo. No momento da briga o diretor opta por usar a câmera tremida, destoando completamente do restante do filme. Acredito que a intenção do diretor foi causar desconforto no espectador tentando aumentar as dimensões da briga, porém nada disso funciona. Não funciona porque é impossível criar empatia com personagens mal construídas possuindo motivações banais ou mal explicadas. Além disso, a técnica foi totalmente mal usada. Jessie Nelson tentou ser inovador, mas o tiro acabou saindo pela culatra.

Para finalizar, “Love The Coopers” é completamente genérico e superficial. O diretor tenta abortar assuntos que merecem ser discutidos, mas que exigem certa maturidade cinematográfica. Maturidade essa que o diretor aparenta não possuir. De positivo fica apenas a revelação final de quem é o narrador da história. Confesso que saí da sala feliz com isso.

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