The Lobster (2015)

348024Título original: The Lobster
Título nacional: The Lobster
Gênero: Comédia, Romance, Ficção Científica
Duração: 1h 58min.
Ano de lançamento: 2015
Diretor: Yorgos Lanthimos
Roteiristas: Yorgos Lanthimos, Efthymis Filippou
Elenco: Colin Farrell, Rachel Weisz, Olivia Colman
Sinopse oficial: Em um futuro próximo, uma lei proíbe que as pessoas fiquem solteiras. Qualquer homem ou mulher que não estiver em um relacionamento é preso e enviado ao Hotel, onde terá 45 dias para encontrar um(a) parceiro(a). Caso não encontrem ninguém, eles são transformados em um animal de sua preferência e soltos no meio da Floresta. Neste contexto, um homem se apaixona em plena floresta – algo proibido, de acordo com o sistema.

IMDb | Rotten Tomatoes | Filmow

Premiado no Festival de Cannes 2015, “The Lobster” do, grego Yorgos Lanthimos, logo chamou atenção pela singularidade. Contundente crítica social disfarçada de ficção inocente, o longa possui um dos roteiros mais fascinantes do ano. Rico em alegorias, metáforas, hipérboles e, acima de tudo, extremamente divertido.

O universo criado por Lanthimos caracteriza-se, principalmente, pela ausência de relatividade. Se não se posicionarem firmemente quanto a disposição de entrar ou não em um relacionamento, os personagens enfrentam severas (e bizarras) punições. Em um contexto no qual a bissexualidade e até mesmo a utilização de sapatos com numeração não-inteira são proibidos, as generalizações e regras não-ditas impostas pela sociedade adquirem caráter imperativo e se tornam LEIS.

Um exemplo prático: A carência humana se torna um dos alvos dessa bizarra filosofia. “É difícil ser feliz sozinho” se torna “É proibido ser feliz sozinho”. Quem ousar contrariar será transformado em animal.

Ao assistir “The Lobster”, o espectador é bombardeado por criticas sociais de todos os lados. Além de apontar hipocrisias e contradições dos relacionamentos modernos, o filme também critica a banalização do sexo, que aqui é tratado como simples instinto humano e toda sua relação com o amor é completamente desconstruída.

O roteiro de Yorgos Lanthimos é simplesmente genial. Hilário e inteligente na medida certa, sem contar piadas ou impor lições, apresenta um humor ácido e irônico que se sustenta pelo inusitado dos diálogos e situações. Um roteiro com o qual é fácil atrair um elenco de peso. Os destaques são Olivia Colman, que brilha ao abordar as partes mais engraçadas do texto com tremenda seriedade; Rachel Weisz, perfeita e pontual, tanto em cena quanto na narração; e Colin Farrell, cuja performance é responsável por ditar o tom do filme e, aliada à maravilhosa trilha sonora, ajuda a definir a atmosfera desejada pelo diretor.

Por fim, uma obra criativa, inovadora, divertida e memorável, que cresce a cada reflexão e revisão. Uma das grandes surpresas de 2015, que reforça o status do festival de Cannes como uma das principais plataformas para o cinema mundial.

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