Star Wars: Episode VII – The Force Awakens (2015)

star-wars-force-awakens-official-posterTítulo original: Star Wars: Episode VII – The Force Awakens
Título nacional: Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Científica
Duração: 2h 15min.
Ano de lançamento: 2015
Diretor: J.J. Abrams
Roteiristas: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams
Elenco: Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher
Sinopse oficial: Décadas após a queda de Darth Vader e do Império, surge uma nova ameaça: a Primeira Ordem, uma organização sombria que busca minar o poder da República e que tem Kylo Ren (Adam Driver), o General Hux (Domhnall Gleeson) e o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) como principais expoentes. Eles conseguem capturar Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos principais pilotos da Resistência, que antes de ser preso envia através do pequeno robô BB-8 o mapa de onde vive o mitológico Luke Skywalker (Mark Hamill). Ao fugir pelo deserto, BB-8 encontra a jovem Rey (Daisy Ridley), que vive sozinha catando destroços de naves antigas. Paralelamente, Poe recebe a ajuda de Finn (John Boyega), um stormtrooper que decide abandonar o posto repentinamente. Juntos, eles escapam do domínio da Primeira Ordem.

IMDb | Rotten Tomatoes | Filmow

A força despertou em um dos melhores filmes da franquia “Star Wars”. Depois da criticada trilogia que teve seu início na virada do milênio com os fracos: “Episódio I: A Ameaça Fantasma” (1999), “Episódio II: O Ataque dos Clones” (2002) e encerrada com o bom “Episódio III: A Vingança dos Sith” (2005), os fãs de “Star Wars” podem finalmente respirar aliviados pois o sétimo episódio da saga, intitulado “O Despertar da Força”, faz jus a todo o hype, tornando-se – definitivamente – um dos melhores filmes lançados em 2015.

A história se passa trinta anos depois dos acontecimentos da Batalha de Endor, que foi retratada no “Episódio VI: O Retorno do Jedi” (1983), filme que fecha a trilogia original. Em “O Despertar da Força” somos apresentados inicialmente a Lor San Tekka (Max Von Sydow) e o piloto Poe Dameron (Oscar Isaac), ambas personagens novas na franquia. Porém, a personagem de Max Von Sydow (que aparece somente nessa cena) possui um passado de proximidade com Luke Skywalker e Leia Organa. É seguro dizer que ainda veremos Lor San Tekka nos próximos filmes. Oscar Isaac também possui um papel relativamente pequeno se comparado aos protagonistas, porém maior que o de Von Sydow. Poe Dameron é uma personagem chave na narrativa, pois é a partir dele que toda a trama se desenrola. Ele é incumbido por San Tekka a entregar a Resistência o mapa que mostra o paradeiro de Luke Skywalker (Mark Hamill), que está desaparecido. Poe é então capturado e torturado pela Primeira Ordem, mas não antes de esconder o mapa em seu droide, BB-8, para que este fuja para um lugar seguro. Aqui a história segue dois caminhos, um com BB-8 e outro com Poe, e é quando os protagonistas finalmente são apresentados. Finn (John Boyega) é um Stormtrooper desertor que visa uma vida calma e pacífica longe da Primeira Ordem. Ele resgata Poe e pede como retribuição que o ajude a fugir. Enquanto isso, Rey (Daisy Ridley), uma catadora de ferro velho encontra BB-8 no deserto de Jakku, planeta onde foi abandonada quando era ainda uma criança. O caminho de Rey, BB-8 e Finn se cruza depois da fuga bem-sucedida do ex-Stormtrooper e do piloto, levando-os justamente ao planeta Jakku. Esse é o ponto de partida para a história contada por J.J. Abrams.

John Williams, lendário compositor das trilhas de: “Tubarão” (1975), “Jurassic Park” (1993), “Indiana Jones” (1981), “Superman III” (1983) dentre muitas outras, retorna. Aqui, Williams cria – novamente – algo magistral. A trilha, que é presente durante quase toda a projeção, funciona quase que como uma narração, guiando o espectador por diversos sentimentos como alegria, tristeza e nostalgia. Além das várias composições originais para o filme de 2015, Williams traz algumas músicas da trilogia clássica, porém levemente modificadas dando um ar de novidade, porém nostálgico, como é o caso da Marcha Imperial, que se faz presente aqui em uma cena que, com certeza, irá arrepiar qualquer um que assistiu os filmes das décadas de 70 e 80.

O sentimento de nostalgia se faz presente o tempo todo e em diversas esferas. Uma delas é a direção de J. J. Adrams, que é extremamente respeitosa ao estilo dos filmes anteriores. Abrams usa de todas as ferramentas de direção que fizeram o filme famoso nesse quesito, como as transições de cena, movimentos rápidos de câmera dando um efeito de montagem paralela, porém sem cortes e todo o design de produção, que se mantém fiel ao universo criado por George Lucas.

Outra fonte de nostalgia presente em “O Despertar da Força” são, e não poderia ser diferente, as personagens que retornam. A primeira aparição de Han Solo (Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew) é algo memorável. E é importante dizer que Ford está com o timing de comédia afiadíssimo no longa-metragem. A personagem possui um humor sutil, tirando risadas da plateia muitas vezes apenas com um olhar ou expressão facial, indo em oposição a personagem de Boyega (Finn), que possui um humor menos sutil, mas não menos engraçado. Fazendo um parêntese, gostaria de dizer que fui surpreendido positivamente com o humor em “O Despertar da Força”, que é de longe o filme mais bem-sucedido da franquia nesse quesito.

Voltando as personagens clássicas da saga, é necessário falar de Leia Organa (Fisher). Sua primeira aparição é um dos momentos mais emocionantes do longa, devido as circunstâncias e personagens envolvidas na cena. Fisher não possui muitas cenas, mas é o suficiente para situar o espectador dos caminhos que a personagem decidiu seguir nos últimos trinta anos. Leia definitivamente voltará com mais destaque nos próximos filmes da nova trilogia.

E não poderia fatar R2D2 e C-3P0 (Anthony Daniels), que também estão de volta. C-3P0 continua funcionando bem como alívio cômico, inclusive tirando o peso de uma das cenas mais dramáticas do filme, mas sem estraga-la. Já R2D2 tem um papel mais importante aqui, devido a sua forte ligação a Luke Skywalker – o motivo de toda a trama. E há ainda um momento que marca o encontro de duas gerações, quando BB-8, droide da nova trilogia, encontra e interage com os droides clássicos. Interação essa que resulta em algo grandioso no terceiro ato, guiando imediatamente ao prólogo.

Além desse festival de personagens clássicas já consagradas e adoradas pelos fãs da saga, são apresentadas novas que não ficam para trás. Mas primeiro os vilões. É apresentado Kylo Ren (Adam Driver), um sensitivo a força, líder dos Cavaleiros de Ren que venera os feitos de Darth Vader com a Estrela da Morte e jura “terminar o que ele começou”. Porém, nota-se no filme que Kylo sofre com incertezas, há um dilema que a personagem enfrenta que tem como consequência um acontecimento extremamente impactante para a saga. Driver fez uma leitura interessante do papel. Devido às incertezas, Ren possui muita raiva dentro de si, e Driver consegue demonstrar bem essa raiva com expressão corporal e entonação aliada a forma com que ele produz a fala. Porém, o ator parece pouco confortável nas cenas em que não usa a máscara, demonstrando pouca expressão facial. Nada que atrapalhe o andamento do filme, Mark Hamill (Luke) e Hayden Christensen (Anakin) estão aí para provar isso. Atuações ruins fazem parte da mística de “Star Wars”.

Ao lado de Kylo Ren está sempre o General Hux, interpretado por Domhnall Gleeson. Gleeson, diga-se de passagem, está tendo um excelente ano, devido quantidade de filmes relevantes que atuou em 2015. Além de “O Despertar da Força” o ator também tem papeis com certo destaque em: “O Regresso”, “Brooklyn” e “Ex-Machina”. Esse último lançando mais no início do ano. Hux não tem muito tempo de cena aqui, porém sua participação não passa despercebida. Fica claro que a personagem terá um papel mais importante no desenrolar da trama nos próximos filmes. Sobre a construção da personagem por Gleeson, é interessante notar a postura e intensidade nas falas e ações. Ele consegue passar bem a imagem de um General ditador sem escrúpulos.

E para completar o lado negro n’O Despertar da Força, é apresentado o Líder Supremo Snoke (Andy Serkins). Porém, não há ainda muita informação sobre o grande vilão da nova trilogia, há apenas teorias absurdas que apontam que o infame Jar Jar Binks (Ahmed Best) da trilogia dos anos 2000 esteja por trás do Líder Supremo. Mas tudo não passa conspirações da internet que não se concretizarão… é melhor que não.

Do outro lado da força são apresentados os dois melhores personagens do filme: Finn e Rey. Finn, interpretado por Boyega, é responsável pelos momentos mais engraçados do longa de J. J. Abrams. O ator demonstra naturalidade e carisma nessas cenas. A personagem também possui um dilema motivado pelo medo que possui da Primeira Ordem. Finn enfrenta uma batalha interna entre ficar e lutar ao lado da Resistência ou fugir para algum lugar seguro. É de suma importância para a personagem de Boyega que o espectador sinta empatia, para isso, alguns conceitos da saga são reestabelecidos em “O Despertar da Força”, como por exemplo, o uso dos clones. Os Stormtroopers aqui são soldados que foram tirados dos braços de suas mães quando ainda eram bebês e treinados para o combate. Essa escolha os humaniza, os soldados não são mais seres livres de emoção e pensamento próprio, eles passam a ser, antes de qualquer coisa, vítimas da Primeira Ordem. E isso faz com o espectador crie um vínculo com Finn quase que instantaneamente.

E enfim a protagonista, que é também o grande destaque do filme. Rey, interpretada com maestria por Daisy Ridley, rouba todas as cenas possíveis. Rey é uma personagem com várias camadas. Seu passado é misterioso e obscuro, e isso influencia em suas ações presentes. A personagem também segue um traço dos protagonistas anteriores da saga. Assim como Luke e Anakin Skywalker, Rey é uma exímia pilota, e ela é responsável por pilotar nada mais nada menos que a Millenium Falcon de Han Solo. Em decorrência disso, é criado uma ligação forte entre a personagem de Ridley e a de Ford. É bom também ressaltar que o título do filme está diretamente ligado a Rey, e tudo acontece em uma cena fantástica na qual é possível ouvir as vozes de Alec Guinnes e Ewan McGregor, ambos revivendo Obi Wan Kenobi, e a de Frank Oz interpretando novamente Yoda.

Para finalizar, “Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força” é um filme memorável e já se torna um clássico instantâneo no subgênero space opera. J. J. Abrams fez um excelente trabalho em recriar o universo pensado por George Lucas sendo extremamente fiel e respeitoso. Os efeitos especiais são fantásticos, não há uso excessivo de tela verde, deixando o filme com um tom superficial, como foi feita na última trilogia. Tudo aqui foi feito com cuidado e bom gosto e o resultado não poderia ser melhor. Se possível, assista em IMAX.

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