ROOM (2015)

roomTítulo original: Room
Título nacional: O Quarto de Jack
Gênero: Drama
Duração: 1h 58min.
Ano de lançamento: 2015
Diretor: Lenny Abrahamson
Roteiristas: Emma Donoghue, Emma Donoghue
Elenco: Brie Larson, Jacob Tremblay, Sean Bridgers
Sinopse oficial: O longa conta a história de Jack, um menino de cinco anos que é criado por sua mãe, Ma. Como toda boa mãe, Ma se dedica a manter Jack feliz e seguro e a criar uma relação de confiança com ele através de brincadeiras e histórias antes de dormir. Contudo, a vida dos dois não é nada normal: eles estão presos em um espaço de 10m². Enquanto a curiosidade de Jack sobre a situação em que vivem aumenta, a resiliência de Ma alcança um ponto de ruptura. Os dois, então, começam a traçar um plano de fuga. Ao mesmo tempo em que conta uma história de cativeiro e liberdade, O Quarto de Jack destaca o triunfante poder do amor familiar mesmo na pior das circunstâncias

IMDb | Rotten Tomatoes | Filmow

Adaptado do Best-seller homônimo de Emma Donoghue, o novo longa de Lenny Abrahamson tem arrebatado críticos do mundo inteiro. Em “Room”, temas como o poder do vínculo materno, falta de empatia humana, e compreensão e assimilação do mundo são abordados com maestria.

O que torna “Room” tão especial é o fato de apresentar sua trama utilizando dois personagens que possuem perspectivas opostas e ao mesmo tempo complementares. Enquanto Joy (Brie Larson) vive o horror do cativeiro e lida com o lado mais sombrio da humanidade, Jack (Jacob Tremblay) atenua o clima do filme ao descobrir o mundo com sua ingenuidade e imaginação fértil. O contraste entre a inocência do menino e a crueldade da situação ao seu redor é fascinante.

Brie Larson brilha na pele de Joy, uma mulher forte e centrada. Enxergar seu filho, fruto de abuso sexual, como lembrança dolorosa de seu agressor seria compreensível. No entanto, a personagem demonstra admirável determinação ao bloquear o sentimento ruim e ver a criança como um presente que veio para ajudá-la a suportar uma situação insuportável.

Jacob Tremblay é a alma do filme. Sua performance é responsável por trazer leveza a essa história com carga emocional pesadíssima. Alguns minutos da narração de Jacob são capazes de amolecer qualquer coração de pedra.

O roteiro é adaptado pela própria autora do livro que o escreveu. Ninguém poderia ter realizado um trabalho tão impecável quanto o de Emma Donoghue. Abrangente o suficiente para contar a história sob a perspectiva inocente de Jack e, ao mesmo tempo, expor todas as facetas do trauma vivenciado por Joy, o roteiro jamais poderá ser acusado de superficialidade.

O grande mérito da direção está na criação de uma atmosfera que transita entre a claustrofobia e a imensidão. É como se o “quarto” se tornasse um personagem da história, uma vez que são atribuídos a ele significados diferentes por pessoas diferentes. Além disso, Lenny Abrahamson merece reconhecimento por ter um escalado um elenco perfeito e extraído dele performances que são cruciais para o sucesso do filme.

Poderoso e emocionante, “Room” é uma experiência cinematográfica completa. Além de fazer rir e chorar, provoca uma empatia profunda no espectador. É bom desconfiar do caráter de todos que encontrarem defeitos nessa obra-prima.

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