INDEPENDENCE DAY: RESURGENCE (2016)

dayTítulo original: Independence Day: Resurgence
Título nacional: Independence Day: O Ressurgimento
Gênero: Ação, Ficção Científica, Aventura
Duração: 2h 00min.
Ano de lançamento: 2016
Diretor: Roland Emmerich
Roteiristas: Nicolas Wright, James A. Woods, Dean Devlin, Roland Emmerich, James Vanderbilt
Elenco: Liam Hemsworth, Jeff Goldblum, Bill Pullman
Sinopse: David Levinson (Jeff Goldblum) é o diretor da agência de defesa espacial humana. O grupo trabalha sem fronteiras, já que todos os países do planeta se uniram contra a ameaça alienígena. Ward será a presidente Lanford, com uma personalidade mais agressiva do que a do ex-presidente Whitmore (Bill Pullman, cuja participação no longa não foi especificada). Já Jessie Usher será Dylan Hiller, o filho de Steven Hiller, personagem de Will Smith no primeiro filme. Dylan terá crescido à sombra do pai, um herói que salvou a Terra. Patricia Whitmore (Maika Monroe), a filha do ex-presidente Whitmore, também terá os mesmos conflitos, apesar de trabalhar como uma agente especial da presidente Lanford. Por último, Liam Hemsworth vive Jake Morrison, um órfão e ex-piloto que cometeu um erro e, por isso, acaba trabalhando na Lua.

IMDb | Rotten Tomatoes | Filmow

Filmes ruins de ação escondem seus roteiros mal escritos debaixo de escombros e explosões bem-feitas por computação gráfica, e “Independence Day: O Ressurgimento” (Independence Day: Resurgence, 2016) nada mais é que um filme ruim de ação.

A história da continuidade aos acontecimentos do primeiro filme de 96. Vinte anos dois do primeiro contato com forças de outro planeta, a humanidade desenvolveu-se a partir da tecnologia alienígena adquirida e o mundo vive em paz. Nesse contexto, são apresentados os protagonistas, Jake Morrison (Liam Hemsworth) e Dylan Hiller (Jessie Usher). Eles possuem uma rixa dos tempos de treinamento militar e terão que resolver seus problemas pessoais para salvarem o dia. Dylan é o filho prodígio de Steven Hiller, interpretado por Will Smith no primeiro filme. E engana-se quem pensa que há, na continuação, algum embate interno do personagem de Usher, projetando, talvez, em si mesmo a imagem heroica do pai, negando seu legado, ou algo do tipo. Não. Ao invés disso, o roteiro segue o caminho mais curto e transforma Dylan em um mero arquétipo de gênero. Arquétipos. Já vou me adiantar e dizer que todos os personagens são unidimensionais, mal desenvolvidos cujas motivações mal construídas não os fazem crescer no desenvolver da trama. E de quem é a culpa? Dos cinco – CINCO – roteiristas que escreveram essa atrocidade.

O roteiro, ainda, funciona muito bem como um insulto a quem assiste ao filme. A quantidade de conveniências no decorrer da trama, só evidencia a preguiça dos roteiristas em criar situações críveis. Para exemplificar, há uma cena em que um personagem está dirigindo um carro, rumando a um determinado local, e a gasolina acaba. Entretanto, ela acaba logo em frente a um ônibus escolar abandonado com o tanque cheio. Além dessa sequência, o filme é recheado de situações extremamente convenientes para o roteiro, o que trabalha contra a imersão do espectador na trama.

A direção ficou, novamente, por conta do alemão Roland Emmerich, responsável por grandes desastres, digo, filmes sobre desastres como: “2012” (2012, 2012), “O Dia Depois de Amanhã” (The Day After Tomorrow, 2004) e “Godzilla” (Godzilla, 1998). É inegável que o diretor sabe orquestrar boas cenas de destruição em larga escala, e esse talento do diretor está, também, presente em seu novo filme. O uso de CG nessas cenas é muito bem trabalhado, acrescentando mais valor de entretenimento ao longa-metragem. Entretanto, um filme não pode se pilar apenas em seu valor estético de entretenimento como é o caso de “Independence Day: O Ressurgimento”, que se contenta em ficar na superfície cinematográfica, no que diz respeito a roteiro e linguagem específica.

“Independence Day: O Ressurgimento” é um blockbuster fraco, com um roteiro preguiçoso e clichês para todos os lados. Não há desenvolvimento de personagem, a trama é batida e as cenas de computação gráfica, mesmo que bem trabalhadas, não se destacam devido ao sentimento de que isso já foi visto anteriormente. Não há nada de novo aqui.

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