VALERIAN AND THE CITY OF A THOUSAND PLANETS (2017)

Besson é um diretor um tanto complicado de se falar sobre. Apesar de alguns bons trabalhos, possui alguns deslizes em sua filmografia. Seu último filme, “Lucy”, é um exemplo claro do que podemos esperar de Besson: roteiro extremamente raso, atuações fracas, cenas de ação amadoras e um desfecho que beira o ridículo.

Mas, apesar de todo esse estigma que carrega o diretor, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” conseguiu criar expectativa entre o público e especialmente entre os fãs de Sci-Fi, sendo baseado na série de quadrinhos francesa “Valérian and Laureline”, da qual Besson é um fã assumido. Essa série, inclusive, serviu como uma das inspirações para George Lucas em “Star Wars”.

O filme acompanha os agentes Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevigne) que trabalham para a World State Federation, uma organização universal que abrange vários planetas diferentes e cuja a sede é Alpha, uma estação espacial gigantesca que possui integrantes de todos esses planetas. Quando uma força desconhecida ameaça a segurança de Alpha, Valerian e Laureline são convocados para identificar a ameaça e eliminá-la antes que seja tarde.

São tantos problemas que é difícil saber por onde começar, mas vamos começar pelo mais grave de todos: o roteiro. É comum blockbusters terem roteiros rasos, com alguns furos e problemas de desenvolvimento da história, mas “Valerian” consegue se destacar nesse quesito. A história é absurdamente genérica e amadora e, mesmo quando tenta impressionar com plot twists, falha miseravelmente porque já apresenta todas as respostas no meio da trama, acabando com toda a surpresa.

O visual, apesar de impressionar em alguns momentos, abusa do CG; as cenas de ação não criam emoção em momento algum e os atores parecem desinteressados no filme. O protagonista, Dane DeHaan é um desastre em todos os aspectos como o personagem-título, e Cara Delevigne, apesar de alguns (poucos) bons momentos, no geral reage a tudo de uma forma blasé e desinteressada.

Todo mundo parece estar tão desinteressado no filme, que até mesmo a trilha sonora, assinada pelo excelente Alexandre Desplat, decepciona, pois de nada ajuda a trama. E isso é ainda mais decepcionante por ser um filme de ficção científica, gênero repleto de trilhas marcantes e empolgantes.

“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” tinha o potencial para ser um dos grandes filmes de 2017 e um dos bons Sci-Fi contemporâneos, mas é apenas mais um deslize de Besson. Uma pena, já que o material original é um clássico que não passou de uma promessa no cinema.

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