STRONGER (2017)

As bombas que explodiram na linha de chegada da maratona de Boston, em 2013, causaram a morte de 3 pessoas e feriram mais de 250. O incidente, tratado como um atentado terrorista, mobilizou toda a cidade e os Estados Unidos como um todo durante a caçada aos homens apontados como responsáveis pelas explosões. Agora, o acontecimento volta a ser lembrado pelo público, com a estreia de O que te faz mais forte (Stronger), de David Gordon Green. No centro da trama, uma das vítimas: Jeff Bauman (Jake Gyllenhaal), um funcionário de supermercado que perdeu as duas pernas na explosão e foi um dos principais informantes do FBI nas investigações logo após.

No filme, um drama biográfico, o espectador acompanha as dificuldades na vida de Jeff, seus parentes e sua ex namorada, Erin Hurley (Tatiana Maslany) após a perda dos membros, em meio a uma tentativa de transformá-lo em um herói nacional pela sua perseverança e seu papel na morte dos responsáveis pelo ataque. Jeff, um cara até então comum e sem muitas ambições, se vê no centro de uma narrativa que não acredita merecer, e que somente o faz lembrar do que chama de pior dia da sua vida.

Tecnicamente, o filme não traz nenhuma inovação ou destaque. O estilo narrativo também é bastante parecido com outras obras do gênero, e o seu apelo reside quase que exclusivamente na força emocional da história real sendo contada, que busca o velho esquema do herói americano inspirador nascido das adversidades, mas cheio de defeitos que o tornam ainda mais humano. Importante ressaltar também a forte propaganda pró-EUA e anti-terrorismo do filme, que toma o cuidado de nem sequer nomear os responsáveis pelo ataque e repete constantemente a mensagem de “não vamos deixar que eles nos abatam”. Gyllenhaal e Maslany, que já provaram seu talento na atuação em outra ocasião, também não fizeram um trabalho particularmente marcante.

O que te faz mais forte é um filme, acima de tudo, comum. Replica sem dificuldade a fórmula já consagrada de filmes biográficos, cheios de lições de vida emocionantes, mas sem grandes destaques nas atuações, no roteiro ou nos elementos técnicos. Pra quem gosta do gênero e de um drama mais familiar, é uma boa pedida.

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