THE COMMUTER (2018)

O novo filme de Jaume Collet-Serra, The Commuter (O Passageiro, no Brasil) traz a história de um ex-policial e atual vendedor de seguros, Michael MacCauley (Liam Neeson), que se vê envolvido em um intrincado esquema criminoso no trem que pegava para ir para casa.

No dia em que é demitido depois de 10 anos trabalhando para a mesma empresa em Nova York, Mike é abordado por uma misteriosa mulher no trem (Vera Farmiga), que faz uma oferta tentadora: 100 mil dólares em troca de encontrar uma pessoa que carregava algo importante no trem. Por pegar o mesmo trem há uma década e conhecer todo mundo que entra no transporte no mesmo horário todos os dias, e por ainda possuir as habilidades de detetive mesmo depois de ter deixado a corporação, Mike parece ser o homem certo para a tarefa aparentemente simples. Mas é claro que não é só isso, e a trama se desenvolve cheia de tensão no tempo real de deslocamento entre o centro de Nova York e o subúrbio onde termina a linha.

A narrativa é baseada na incerteza de Mike sobre o que exatamente está acontecendo, e todos os detalhes da trama vão sendo revelados por ele, o que amplia a tensão e facilita a imersão na história. A montagem segue a lógica do filme, mais lenta e repetitiva no começo do filme, que mostra a rotina normal de Michael, e acelera o ritmo na segunda parte, quando começa a se desenrolar a ação no trem, com planos diversificados e até certo ponto incomuns.

O foco da história é total na ação e na conspiração que se desenrola, e não há qualquer profundidade nos personagens. Todas as pessoas de algum destaque no filme são representadas no máximo como arquétipos, inclusive o personagem principal, clássico pai de classe média, com um grande senso de justiça e que ama a família. As atuações não são particularmente marcantes – talvez até porque o roteiro não dá espaço para isso – ainda que grandes nomes como Vera Farmiga, Jonathan Banks e o próprio Liam Neeson estejam no elenco.

Um filme cheio de cenas de ação convincentes, The Commuter (O Passageiro, 2018), pode agradar até quem não é muito fã do gênero. A proposta, de criar no espectador uma tensão parecida com a que o personagem principal sente, é cumprida com sucesso principalmente pela boa montagem, e a imersão nos acontecimentos da trama faz com que até os aspectos mais clichês do roteiro pareçam surpreendentes.

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