“HOMENS DE PRETO: INTERNACIONAL” -DESNECESSÁRIO E REPETITIVO

Há mais de 20 anos, nos foi apresentado um universo novo, onde homens de preto defendiam a terra de ameaças extraterrestres. O sucesso do filme, sem sombra de dúvidas, foi marcado pelas atuações de Will Smith (Agente J) e Tommy Lee Jones (Agente K). A dupla de atores ficou conhecida pela interação cheia de carisma na trilogia. Agora, 7 anos após a última estréia, o filme quebra com o que foi apresentado por Barry Sonnenfeld, diretor da trilogia.

“MIB: Homens de Preto: Internacional” conta a história de Molly, interpretada por Tessa Thompson, uma mulher que, há 20 anos, viveu uma experiência com um ser extraterrestre e não teve sua memória apagada. Desde então, ela pesquisa sobre alienígenas e a agência dos Homens de Preto. Molly, eventualmente, consegue entrar na MIB e, logo no início,se interessa em ser parceira do Agente H, vivido por Chris Hemsworth, conhecido por ter salvado o planeta de poderosos inimigos. Para a surpresa da dupla, um funcionário da MIB estava infiltrado na agência para ajudar os alienígenas, dando início ao conflito da trama.

mib internationalO filme funciona perfeitamente de forma independente dos anteriores, mas não deixa de reconhecer a existência deles por meio de referências.Um exemplo dessas referências é o foco em um quadro na parede, na sala de reuniões, que mostra a imagem do Agente K (Tommy Lee Jones) com o Agente J (Will Smith) derrotando uma grande ameaça extraterrestre.Ou, também, quando a Agente M (Tessa Thompson) está conhecendo a agência pela primeira vez e toca em que não deveria, causando uma pequena confusão no ambiente, exatamente como o personagem do Will Smith no primeiro filme, traçando uma rima visual com o filme de 97.

Nas produções anteriores, a interação entre os personagens principais era primordial para construção da atmosfera proposta no enredo. No filme de 2019, a história se repete. A interação entre Tessa Thompson e Chris Hemsworth funciona. A dupla, inclusive, já mostrou sua química em “Thor: Ragnarock”. A aposta nos atores para os papéis principais foi certeira, já que a interação entre eles colabora para a imersão do público no universo ali criado. Entretanto, não conseguem atingir a química entre Tommy Lee Jones e Will Smith nos episódios passados, ficando aquém dos anteriores.

Um recurso cansativo e batido do roteiro é enaltecer o quanto Chris Hemsworth é bonito e irresistível, uma vez que os encantos do personagem não passam imunes nem pelos extraterrestres. Esse exagero pode ser observado na cena em que o Agente H escapa da morte por envenenamento, conseguindo o antídoto em troca de uma “noite” com uma alienígena. A cena é cômica, mas o que incomoda é que em outras cenas do ator, suas características físicas são colocadas em evidência, mais uma vez com o mesmo propósito de provocar humor,o que deixa o enredo repetitivo. Já sabemos que o ator é colocado como um ícone de desejo; agora podem construir outra piada? As piadas restantes são boas e funcionam com a dose de humor que se é esperada.

“MIB: Homens de Preto: Internacional” é um filme que, mesmo não trazendo nada de extraordinário para o enredo, apresenta uma história coerente ao universo retratado anteriormente. Porém, apesar de propor uma continuação da trilogia, não mantém o nível estabelecido. Se, por um lado, a atuação da dupla principal é cativante, por outro, nos são apresentadas piadas repetidas e um clímax óbvio.

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