RANKING: OS 8 MELHORES (E PIORES) FILMES DE VELOZES E FURIOSOS

Estreia, essa semana, “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, o mais novo filme da franquia “Velozes e Furiosos”. Embora o filme esteja sendo considerado um spin-off, a trama parece garantir boas cenas de ação aliadas à comédia, características que marcaram a franquia ao longo dos anos. Nesse sentido, é preciso estabelecer que há dois tipos grupos de espectadores que acompanham a saga iniciada com Brian O’Conner (Paul Walker) e Dominic Toretto (Vin Diesel) em 2001: há pessoas que veem “Velozes e Furiosos” como uma franquia surtada – descompromissada, mas que deve ser levada a sério – e muito bem-sucedida por causa disso e há pessoas que enxergam a franquia como saturada. Para comemorar a chegada de “Hobbs & Shaw”, assistimos a todos os filmes já lançados e saímos em defesa do primeiro ponto de vista para eleger um ranking do pior ao melhor filme da saga.

  1. + Velozes + Furiosos (2003)

O segundo filme, definitivamente o pior de todos, mostra como Brian está se inclinando para o mundo dos rachas e deixando a vida de policial cada vez mais como garantia para fazer o que precisa fazer no outro lado da lei. O que poderia ser uma boa sequência, deixou a desejar pela ausência de Toretto e, consequentemente, das outras personagens que já haviam se conectado com o policial disfarçado. Agora, ao lado de Brian, temos Roman Pearce, o bad guy engraçadinho menos engraçadinho de toda a história do cinema em um enredo que, por mais que seja uma reprodução menos admirável do primeiro filme, não convence e não acrescenta para a trama. Entretanto, é preciso admitir: Ludacris é um elo que fortalece o lado de Brian quando, nos próximos filmes, é necessária a reunião com Toretto.

  1. Velozes e Furiosos 5: Operação Rio (2011)

Eis, então, o segundo pior filme da saga. Embora, pela primeira vez, tenhamos em cena a família completa reunida, a caracterização do Brasil como um país extremamente permissivo e corrupto não colou muito bem com a proposta da franquia – não estou dizendo que tal caracterização seja mentira, mas, sim, que não ficou legal. Além disso, colocar Hobbs (The Rock) como policial perseguidor é apenas perda de tempo. Ainda bem que temos uma perseguição com um cofre gigante destruindo tudo pelas ruas do Rio de Janeiro para compensar. Ufa!

  1. Velozes e Furiosos 8 (2017)

Com a primeira vilã desenvolvida e menos integrantes na família, “Velozes e Furiosos 8” perde o “&” ao provocar no espectador a falsa ideia de que Toretto seria capaz de trair a família. Mesmo que houvesse o melhor roteiro produzido para a trama, nada seria capaz de nos convencer de que essa mudança poderia ser, no mínimo, verdadeira. O filme ainda acerta nos efeitos e cenas de ação, mas é esquisito quando paramos para pensar sobre a entrada de Shaw (Jason Statham) na família, dividindo a mesa em um domingo de churrasco, uma vez que ele matou o queridinho Han (Sung Kang).

  1. Velozes e Furiosos (2001)

O primeiro filme estabelece muito bem o universo que rapidamente seria deixado de lado nos próximos filmes: o enredo clichê sobre o policial infiltrado em uma gangue – ou família – para investigar furtos ocorridos em rodovias e que acaba se envolvendo demais, ficando dividido entre dois mundos. A ideia é pertinente para estabelecer a união entre Brian e Toretto, entretanto o pano de fundo sobre gangues e rachas não é o melhor que a saga tem a oferecer, uma vez que está longe de ser surtado e apresentar pelo menos a destruição de uma capital importante.

  1. Velozes e Furiosos 4 (2009)

A primeira vez em que é usado “&” no título original é, aposto, um indicador de que as coisas estão para mudar na franquia. O filme de 2009 mostra o reencontro de Brian e Toretto, que não dividiam a tela desde 2001. A distância de 8 anos trouxe para a saga um ar mais consistente de família para as personagens quando o encontro finalmente acontece e, depois de todos os eventos, Brian, finalmente, se encontra como sujeito e migra, definitivamente, para o lado de Toretto e demais personagens, abandonando, de vez, a polícia. Tal migração faz valer a pena as repetições presentes em tela: novamente, temos roubos de caminhões – pelo menos dessa vez não são aparelhos DVD, já que o mundo digital chega para todos. Agora, temos as primeiras cenas de pulos de prédios, corridas no deserto, explosões maneiras e um plot twist que não chegou a 70% de previsibilidade. Obrigada, “&”, por apresentar ao mundo o novo formato desenvolvido pela franquia.

  1. Velozes & Furiosos 6 (2013)

O sexto filme da franquia só poderia ser com a união quase definitiva de novos membros: finalmente, Hobbs se junta a Toretto – que passa a ganhar o protagonismo no lugar de Brian – para enfrentar um inimigo comum. O elo que os une é nada mais, nada menos, que o retorno de Letty, que foi dada como morta no quarto filme. Agora, temos o acréscimo de tanques de guerra nas cenas de ações, saltos de carros que não foram feitos para saltar, socos que fazem a gravidade parecer questionável e, por fim, carros impedindo que um avião decole. Se isso não é surtado (bom o suficiente) para você, eu não sei mais o que pode ser.

  1. Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (2006)

Aqui, temos o filme mais aleatório da franquia: todos os personagens já conhecidos são deixados fora da tela e nos são apresentados novos personagens, uma nova trama e o drift. Embora os clichês do primeiro filme estejam presentes de forma adequada a uma nova ambientação – temos o americano sendo deslocado em Tóquio por ser uma cultura diferente bem como o embate entre duas espécies disputando o amor da mocinha -, a trama se consolida bem e convence o espectador de que é preciso torcer por Sean Boswell e, mais ainda, torcer para que ele seja o drift king e destrone o vilão DK, que abarca em sua personalidade a necessidade de seguir comandos dos superiores em sua gangue e, também, a inevitabilidade de chamar alguém de gaijin sempre que for preciso.

  1. Velozes & Furiosos 7 (2015)

Certamente, o sétimo filme da saga costura todas as pontas deixadas em cada um dos outros, inclusive Desafio em Tóquio, e nos apresenta uma belíssima obra. Logo nos trailers, “Velozes & Furiosos 7” nos apresentou ao salto de carros com paraquedas de aviões. Entretanto, o que consagra este filme na posição mais nobre da lista é o bom vilão, que tem sua trama muito bem costurada em outros filmes da franquia e, claro, o carro que consegue atravessar três prédios em Dubai.

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