CRÍTICA: CAPTAIN MARVEL (2019)

O Cinema e as demais artes têm, por meio de suas obras, a função de – também – representar a realidade social e política de um determinado ponto no espaço tempo. Engana-se quem pensa que apenas os filmes mais filosóficos ou complexos, ditos “de arte” (expressão pedante dos cinéfilos de boina) exercem essa importante função. A recepção dos blackbusters, filmes cuja produção é mais voltada para o mercado, é um ótimo indicativo de como pensa um povo.  “Capitã Marvel”, novo filme do MCU, antes mesmo do apagar das luzes da sala do cinema, mostra que estamos cercados por idiotas.

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CRÍTICA: GREEN BOOK (2018)

Em qualquer forma de narração, o ponto de vista é fundamental para o sucesso ou não da história. Esse ponto de vista é nada mais do que o narrador, o filtro que transmite os acontecimentos para o espectador. No cinema, a questão do narrador é mais complexa pois funciona em dois níveis, a narração de uma personagem, protagonista ou não, e a narração da câmera, responsabilidade dos diretores e das pessoas que trabalham nos bastidores. Em outras palavras, podemos entender que há, no cinema, uma narração diegética e uma narração extra-diegética. “Green Book”, filme dirigido por Peter Farrelly, é um ótimo exemplo para mostrar como a escolha do narrador pode afetar, positiva ou negativamente, a história como um todo.

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CRÍTICA: NASCE UMA ESTRELA (2018)

“A Star Is Born” (Nasce Uma Estrela, 2017), primeiro filme de Bradley Cooper como diretor, conta a história do músico de country Jack (Cooper), que conhece Ally (Lady Gaga) em uma performance musical amadora em um bar qualquer. Jack vê em Ally uma estrela em potencial. Dessa dinâmica, os roteiristas Eric Roth e o próprio Bradley Cooper tentam contar uma história de ascensão e declínio profissional, porém a ideia acaba sendo melhor do que o resultado.

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SÉRIE: COMMUNITY (2009 – 2015)

O mundo das sitcons é, no mínimo, um lugar injusto. Um lugar onde a repetição e imbecilidades são recompensadas com milhões e milhões e milhões de dólares além das várias e incansáveis renovações de séries que, na melhor das hipóteses, tiveram duas ou três temporadas medianas, seguidas por muitas outras engessadas na fórmula bem-sucedida moldada por produtores-empresários nos primeiros anos de exibição. Dito isso, é evidente que o problema não está na conquista de sucesso dessas séries, mas sim na zona de conforto criada por esse sucesso. Chuck Lorre, criador de “Two and a Half Men” e “The Big Bang Theory”, entre outras atrocidades semelhantes, sabe muito bem disso, uma vez que suas produções são, muito provavelmente, inspiradas no Dia da Marmota. E Bill Murray desaprovaria.

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CRÍTICA: BOHEMIAN RHAPSODY (2018)

Cinebiografias podem ser complicadas de se avaliar devido às personalidades nelas retratadas e, por consequência, à base de fãs que podem possuir essas personalidades. Esse tipo de filme, então, possui um caráter mais complexo para avaliação e apreciação por tratarem de pessoas que possuem status de ídolo para muitas outras. Então, dessa forma, surgem duas grandes perspectivas possíveis para se avaliar obras dessa natureza: a perspectiva do fã da pessoa, que vai ao cinema para ver seu ídolo; e a perspectiva fã de cinema, que espera apreciar o filme por conta de suas construções narrativas e temáticas.

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