CRÍTICA: MEGATUBARÃO (2018)

O cinema puramente de entretenimento não é cinema. Pode haver, sim, entretenimento em um filme, mas é necessário haver também conteúdo de linguagem que faça com que esse filme se torne, de fato, cinema. Alguns diretores, como Edgar Wright, entendem perfeitamente a realidade da indústria cinematográfica atual, que exige que o filme siga uma determinada estrutura, porém não renuncia de fazer cinema e imprimir sua marca pessoal em cada uma de suas obras. Infelizmente, Wright é exceção em meio ao vasto mar de mediocridade que é o gênero de ação hoje em dia. “Megatubarão” (The Meg, 2018), apesar de possuir alguns elementos que poderiam o diferenciar de muitas convenções do gênero, segue pelo caminho mais fácil, cujo destino é a limitação criativa.

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DARKEST HOUR (2017)

A temporada de premiações reserva para o fã de cinema obras extremamente características dessa época do ano. Essas surpresas se materializam em forma de filmes produzidos com o único objetivo de ganhar estatuetas seguindo um “padrão” narrativo de sucesso, são eles os chamados de “filmes de Oscar”. Não existe uma formula exata para se categorizar esses filmes, mas é impossível não os reconhecer. “Darkest Hour”, do diretor Joe Wright, é um exemplo desse subgênero sazonal.

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BABY DRIVER (2017)

O gênero narrativo é um conceito tão antigo quanto os gregos, usado para categorizar obras apontando-as para determinado público. Essa forma de categorização nada mais é do que uma convenção construída ao longo dos anos, sofrendo modificações por obras marcantes e/ou autores de relevância. Baby Driver (Em Ritmo de Fuga, 2017) é um perfeito exemplo de obra marcante cujo autor, Edgar Wright, subverte o gênero narrativo criando algo que, mesmo seguindo conceitos já bem estabelecidos, soa inovador e único.

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LOGAN (2017)

Em um gênero predominantemente normatizado por uma convenção que celebra o mesmo, inovação merece destaque. “Logan” (Logan, 2017), de James Mangold, apresenta uma nova perspectiva dos filmes de super-heróis dando vigor ao expandir as possibilidades do estilo.

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FENCES (2016)

Adaptações para o cinema de peças com poucos cenários são sempre chamativas. É interessante observar como é usada a linguagem da sétima arte para sustentar a escassez de ambientações. Em 2011, Polanski realizou um exímio trabalho no claustrofóbico “Deus da Carnificina” (Carnage) regendo toda a narrativa em um único cenário sem perder o ritmo em momento algum. Denzel Washington, em “Um Limite Entre Nós” (Fences, 2016), adaptado da obra de August Wilson de mesmo nome, seguiu um caminho diferente, porém igualmente bem-sucedido.

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