CRÍTICA: A FREIRA (2018)

Não é difícil se decepcionar quando a expectativa é alta para um determinado filme. Tampouco é difícil se surpreender positivamente quando não há expectativa alguma. A questão, nesse caso, é de perspectiva: o filme vai ser melhor ou pior dependendo do quanto esperamos dele. É claro que, depois da expectativa, seja ela positiva ou negativa, o que deve prevalecer na avaliação final é a qualidade ­– ou não – da obra. Contudo, não desconsideremos o valor da expectativa, porque quando um filme consegue decepcionar profundamente mesmo quando nada se esperava dele, é preciso parar, respirar e entender o que diabos aconteceu.

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CRÍTICA: HOMEM ARANHA: NO ARANHAVERSO (2018)

“Homem Aranha: No Aranhaverso” narra a história de Miles Morales (Shameik Moore), um garoto latino-americano filho de um policial chamado Jafferson Davis (Brian Tyree Henry). A relação entre pai e filho não é perfeita, apesar de dos dois claramente se amarem, há um conflito entre eles devido à cobrança do pai para que o filho estude em uma boa escola e siga um modelo de bom aluno. Morales, ainda que muito inteligente, não almeja seguir esse modelo, seu desejo é voltar para a antiga escola e fazer grafite. O interesse pelo grafite o aproxima de seu tio, Aaron Davis (Mahershala Ali), que possui uma briga antiga com o irmão, Davis.

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CRÍTICA: MEGATUBARÃO (2018)

O cinema puramente de entretenimento não é cinema. Pode haver, sim, entretenimento em um filme, mas é necessário haver também conteúdo de linguagem que faça com que esse filme se torne, de fato, cinema. Alguns diretores, como Edgar Wright, entendem perfeitamente a realidade da indústria cinematográfica atual, que exige que o filme siga uma determinada estrutura, porém não renuncia de fazer cinema e imprimir sua marca pessoal em cada uma de suas obras. Infelizmente, Wright é exceção em meio ao vasto mar de mediocridade que é o gênero de ação hoje em dia. “Megatubarão” (The Meg, 2018), apesar de possuir alguns elementos que poderiam o diferenciar de muitas convenções do gênero, segue pelo caminho mais fácil, cujo destino é a limitação criativa.

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DARKEST HOUR (2017)

A temporada de premiações reserva para o fã de cinema obras extremamente características dessa época do ano. Essas surpresas se materializam em forma de filmes produzidos com o único objetivo de ganhar estatuetas seguindo um “padrão” narrativo de sucesso, são eles os chamados de “filmes de Oscar”. Não existe uma formula exata para se categorizar esses filmes, mas é impossível não os reconhecer. “Darkest Hour”, do diretor Joe Wright, é um exemplo desse subgênero sazonal.

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BABY DRIVER (2017)

O gênero narrativo é um conceito tão antigo quanto os gregos, usado para categorizar obras apontando-as para determinado público. Essa forma de categorização nada mais é do que uma convenção construída ao longo dos anos, sofrendo modificações por obras marcantes e/ou autores de relevância. Baby Driver (Em Ritmo de Fuga, 2017) é um perfeito exemplo de obra marcante cujo autor, Edgar Wright, subverte o gênero narrativo criando algo que, mesmo seguindo conceitos já bem estabelecidos, soa inovador e único.

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