RANKING: OS 8 MELHORES (E PIORES) FILMES DE VELOZES E FURIOSOS

Estreia, essa semana, “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, o mais novo filme da franquia “Velozes e Furiosos”. Embora o filme esteja sendo considerado um spin-off, a trama parece garantir boas cenas de ação aliadas à comédia, características que marcaram a franquia ao longo dos anos. Nesse sentido, é preciso estabelecer que há dois tipos grupos de espectadores que acompanham a saga iniciada com Brian O’Conner (Paul Walker) e Dominic Toretto (Vin Diesel) em 2001: há pessoas que veem “Velozes e Furiosos” como uma franquia surtada – descompromissada, mas que deve ser levada a sério – e muito bem-sucedida por causa disso e há pessoas que enxergam a franquia como saturada. Para comemorar a chegada de “Hobbs & Shaw”, assistimos a todos os filmes já lançados e saímos em defesa do primeiro ponto de vista para eleger um ranking do pior ao melhor filme da saga.

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CRÍTICA: REI LEÃO (2019) – MESMA HISTÓRIA, NOVO ESTILO

Nostalgia é uma sensação poderosa. A partir dela, conseguimos retomar momentos da tenra infância e sentir que algo especial nos está sendo apresentado. “O Rei Leão” é o mais novo “live-action” – o que ainda soa estranho dizer – da Disney. Temos, então, em tela, cenas e músicas que fizeram parte da infância de boa parte da geração dos criados pelos anos 90. Nesse sentido, é fácil comprar a ideia de que ir ao cinema para rever a jornada de Simba (JD McCrary e Donald Glover) em um novo formato é interessante. E é. Só não é inovador no que tange o enredo. Entretanto, é preciso admitir que, em questões técnicas, o filme se atualiza. Novamente, vemos Simba ser manipulado e exilado por seu tio, Scar (Chiwetel Ejiofor), e assistimos ao seu percurso de crescimento ao lado de Timão (Billy Eichner) e Pumba (Seth Rogen), que levam a vida um tanto quanto diferente do modo que o leãozinho estava acostumado. Aqui, o fanservice está garantido com Hakuna Matata e sua lição sobre deixar os problemas no passado.

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CRÍTICA: “TED BUNDY: A IRRESISTÍVEL FACE DO MAL” (2019) – OMISSÃO EM CENA

Atualmente, é perfeitamente possível identificar Charles Manson como a figura que inseriu assassinos em série na cultura pop – por mais estranho e desumano que isso soe. Ele pode não ter assassinado Sharon Tate, esposa do diretor Roman Polanski, com suas próprias mãos, mas, a partir de suas ideologias que alimentavam diversos seguidores, o grupo “Família Manson” assassinou diversas pessoas com o intuito de causar uma guerra entre negros e brancos. Para Manson, os brancos se sobressairiam como soberanos. Os crimes ganharam repercussão internacional e, desde então, têm ganhando adaptações cinematográficas: o próximo filme de Quentin Tarantino, “Once Upon a Time in Hollywood”, contará a história de Manson e o assassinato de Tate. Além disso, a recorrência da temática aparece em filmes consagrados, como “O Silêncio dos Inocentes”, dirigido por Jonathan Demme, e séries como Mindhunter, desenvolvida por Joe Penhall.

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CRÍTICA: “OBSESSÃO” (2018) – AGONIA EM CENA, MAS NÃO PELOS MOTIVOS CERTOS

Eufemismo é uma figura de linguagem que representa a substituição de um termo ou uma cena grotesca por algo mais sutil. É, por incrível que pareça, fazendo uso dessa expressão, que tomo “Greta” (2018), dirigido por Neil Jordan, como a mais nova fuleiragem genérica do cinema de suspense. O filme tem sua narrativa situada em Nova York e permite que o espectador assista ao encontro nada casual entre duas mulheres, Frances (Chloë Grace Moretz) e Greta (Isabelle Huppert).

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LITERATURA: THE DEAD (1914)

James Joyce, romancista, cronista e poeta do século XX, em seu conto “The Dead”, publicado em 1914, no livro Dubliners, nos faz refletir sobre questões como o amor, a memória, papéis sociais e, além disso, sobre o que é, de fato, estar vivo ou morto. Evidentemente, não é possível resumir a obra de Joyce pela ótica das temáticas supracitadas, uma vez que a cada leitura novas possibilidades de interpretação surgem. Nessa perspectiva, é admissível dizer que quando pensamos em conceitos como vida e/ou morte, é preciso deixar de lado a ideia de que viver é estar presente – abarcando definições biológicas – em algum espaço físico. Joyce, além de evidenciar que a morte atravessa a materialidade com as quebras sociais simbólicas, nos mostra que é possível existir, vividamente, na memória de alguém, assim como é possível morrer, metaforicamente, e continuar em circulação.   Continuar lendo “LITERATURA: THE DEAD (1914)”

CRÍTICA: SHAZAM (2019)

Não é exatamente difícil perceber a diferença entre filmes que tem ou não tem a influência do não mais aclamado Zack Snyder. Os filmes em que o diretor de “Watchmen” (2009) se envolveu receberam uma resposta negativa tanto da crítica quanto do público. Já os filmes sem seu envolvimento obtiveram reações contrárias, crítica e público estão conseguindo enxergar, literalmente, o que acontece em tela e, finalmente, apreciar produções fílmicas que irão estabelecer a base que o universo DC merece no cinema. “Shazam”, dirigido por David F. Sandberg, ganha destaque ao fugir totalmente do moldado por Snyder e dar um passo além, especificamente no humor, pelo que foi construído em “Mulher Maravilha” (2017) e “Aquaman” (2018). Continuar lendo “CRÍTICA: SHAZAM (2019)”