CRÍTICA: MENTES SOMBRIAS (2018)

Não é primeira (muito menos a última) vez que vemos a velha Jornada do Herói misturada ao drama adolescente romântico. Desde que o fenômeno Harry Potter avassalou o mundo do entretenimento, e deu muito dinheiro para os envolvidos, as editores e estúdios tentam encontrar uma saga que seja igualmente impactante. Com isso, parece ter nascido uma nova escola de produções literárias ou cinematográfica. Entre os “discípulos” de J.K. Rowling, alguns conseguiram fazer algo competente, outros foram apenas repetitivos e clichês. “Mentes Sombrias” encontra-se praticamente no meio termo, pelo menos em sua adaptação cinematográfica.

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CRÍTICA: DEADPOOL 2 (2018)

Continuações no mundo do cinema de gênero pode tanto consolidar quanto destruir uma franquia. No caso de “Deadpool”, a Fox se arriscou ao investir no filme de um personagem pouco conhecido do grande público e deu a sorte de arrecadar uma boa bilheteria e crítica. Provando que dois raios podem sim cair no mesmo lugar, o Mercenário Tagarela novamente traz um frescor aos filmes de herói e pode muito bem consolidá-lo como uma franquia lucrativa do estúdio.

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MONSTER (2003)

Antes de ser mundialmente conhecida por dirigir “Mulher Maravilha” (2017), Patty Jenkins havia estreado sua carreira de cineasta com uma obra muito superior, “Monster”. Neste filme, a diretora não trabalha com uma heroína fantasiosa e mitológica, mas sim com uma história real de alguém que passou longe de uma vida de heroísmo: a da primeira mulher serial killer dos EUA.

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LADY BIRD (2017)

Umas das críticas mais recorrentes em relação a representação de adolescentes no cinema, é a falta de fidelidade com a vida real. Esse definitivamente não é o caso de “Lady Bird”. Aqui, Greta Gerwig, pela primeira vez dirigindo e roteirizando de forma independente, consegue captar todas as nuances da adolescência fazendo com que seja impossível não se identificar em vários aspectos da trama de seus personagens.

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BLADE RUNNER 2049 (2017)

“O que nos torna humanos?” Este parece ser o questionamento principal da história criada por Philip K. Dick em seu romance “Androides sonham com ovelhas elétricas?”, de 1968, que foi maravilhosamente adaptado para o cinema em “Blade Runner” (1982), dirigido por Ridley Scott. Nas primeiras cenas da recente continuação “Blade Runner 2049” fica evidente qual é a intenção do novo diretor Denis Villenueve: manter a essência da obra original sem deixar de imprimir sua própria marca. O novo filme nos tras um novo enredo sem deixar a essência do primeiro de lado mantendo a filosofia presente desde o livro de Dick.

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MOTHER! (2017)

O cinema, assim como qualquer outra forma de arte, nem sempre precisa expor sua mensagem com clareza. Um enredo metafórico e subjetivo pode ser tão ou mais interessante do que contar uma história diretamente. Deixar que uma obra seja passível a diferentes interpretações a torna intrigante e reflexiva. O novo filme de Derren Aronofsky (‘O Lutador’ e ‘Cisne Negro’) segue exatamente por esse caminho, causando um incômodo e exigindo que o público pare para refletir sobre o que viu na tela.

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