CRÍTICA: “OBSESSÃO” (2018) – AGONIA EM CENA, MAS NÃO PELOS MOTIVOS CERTOS

Eufemismo é uma figura de linguagem que representa a substituição de um termo ou uma cena grotesca por algo mais sutil. É, por incrível que pareça, fazendo uso dessa expressão, que tomo “Greta” (2018), dirigido por Neil Jordan, como a mais nova fuleiragem genérica do cinema de suspense. O filme tem sua narrativa situada em Nova York e permite que o espectador assista ao encontro nada casual entre duas mulheres, Frances (Chloë Grace Moretz) e Greta (Isabelle Huppert).

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CRÍTICA: “DEMOCRACIA EM VERTIGEM” – ENVELHECERÁ RÁPIDO, MAS COM BELAS RUGAS DE EXPRESSÃO

Diante de um evento marcante, é comum que os cineastas sintam o ímpeto de retratá-lo em um filme. Mas os grandes diretores são aqueles que resistem ao impulso inicial e conseguem esperar. O distanciamento histórico permite uma visão mais abrangente do contexto geral e reduz a possibilidade de erros.

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CRÍTICA: “DESLEMBRO” – VIVER SEM CONHECER O PASSADO É ANDAR NO ESCURO

“A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver”, disse o artista Paul Klee, que se exilou da Alemanha em 1933 devido a ascensão do nazismo. Nos tempos em que fatos são escondidos e mensagens de redes sociais são consideradas verdades absolutas, um pouco de história não faz mal a ninguém. Principalmente se a verdade for tão dura que talvez exista a vontade de deslembrá-la, até mesmo para os que não a viveram na pele. Entretanto, por mais dura que seja a realidade, Flavia Castro não a esconde e baseia a obra “Deslembro” em sua história pessoal, sendo ela o nome por trás do roteiro e direção.

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CRÍTICA: BLACK MIRROR S05 (2019): A PIADA DE MAL GOSTO DE CHARLIE BROOKER

“Isso é muito Black Mirror” é uma frase que acabou caindo no vocabulário popular após o sucesso da série antológica de ficção científica criada por Charlie Brooker e exibida no mundo todo pela Netflix. As histórias extrapolam o desenvolvimento tecnológico a fim de mostrar de forma bastante realista como os seres humanos reagem a essas evoluções, para o bem ou para o mal. Com isso, o próprio nome da série se tornou sinônimo de quando aplicativos e gadgets nos assustam tamanho seu avanço e eficiência.

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CRÍTICA: “DOR E GLÓRIA” – QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE NÃO É MERA COINCIDÊNCIA

Salvador Mallo (Asier Flores) é um garotinho que vive em uma região humilde da Espanha. Apesar de morar com os pais, é com a mãe Jacinta Mallo (Penélope Cruz) que ele tem uma relação mais próxima. Jacinta é uma mulher forte, inteligente e insatisfeita com a condição de vida que oferece ao filho.

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“HOMENS DE PRETO: INTERNACIONAL” -DESNECESSÁRIO E REPETITIVO

Há mais de 20 anos, nos foi apresentado um universo novo, onde homens de preto defendiam a terra de ameaças extraterrestres. O sucesso do filme, sem sombra de dúvidas, foi marcado pelas atuações de Will Smith (Agente J) e Tommy Lee Jones (Agente K). A dupla de atores ficou conhecida pela interação cheia de carisma na trilogia. Agora, 7 anos após a última estréia, o filme quebra com o que foi apresentado por Barry Sonnenfeld, diretor da trilogia.

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