CRÍTICA: “TED BUNDY: A IRRESISTÍVEL FACE DO MAL” (2019) – OMISSÃO EM CENA

Atualmente, é perfeitamente possível identificar Charles Manson como a figura que inseriu assassinos em série na cultura pop – por mais estranho e desumano que isso soe. Ele pode não ter assassinado Sharon Tate, esposa do diretor Roman Polanski, com suas próprias mãos, mas, a partir de suas ideologias que alimentavam diversos seguidores, o grupo “Família Manson” assassinou diversas pessoas com o intuito de causar uma guerra entre negros e brancos. Para Manson, os brancos se sobressairiam como soberanos. Os crimes ganharam repercussão internacional e, desde então, têm ganhando adaptações cinematográficas: o próximo filme de Quentin Tarantino, “Once Upon a Time in Hollywood”, contará a história de Manson e o assassinato de Tate. Além disso, a recorrência da temática aparece em filmes consagrados, como “O Silêncio dos Inocentes”, dirigido por Jonathan Demme, e séries como Mindhunter, desenvolvida por Joe Penhall.

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CRÍTICA: “LOJA DE UNICÓRNIOS” (2017) – MAIS ‘SESSÃO DA TARDE’ NA SUA NETFLIX

Antes de se tornar uma super-heroína nos filmes da Marvel/Disney, Brie Larson fez sua estreia como cineasta produzindo e dirigindo “Loja de Unicórnios” para a Netflix. Inicialmente, a produção não causou muito alarde entre os assinantes, porém, com a estreia de “Capitã Marvel”, em 2019, as coisas mudaram, uma vez que, além de Larson, o elenco de “Loja de Unicórnios” contava com Samuel L. Jackson. O filme foi puxado das profundezas do serviço de streaming e atingiu muitos espectadores. Continuar lendo “CRÍTICA: “LOJA DE UNICÓRNIOS” (2017) – MAIS ‘SESSÃO DA TARDE’ NA SUA NETFLIX”

CRÍTICA: “I TRAPPED THE DEVIL” (2019) – A INDEPENDÊNCIA DO TERROR INDEPENDENTE

Produções independentes podem ser muito fascinantes. Tudo é milimetricamente contado, cada centavo e cada minuto. O simples ato de se conseguir um lançamento comercial ou de ter o filme exposto para o público é definitivamente uma vitória. “I Trapped The Devil”, filme escrito e dirigido por Josh Lobo, inspirado no episódio “The Hollowing Man”, de “Twilight Zone”, se enquadra perfeitamente nessas características.

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CRÍTICA: “HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA” – CURTINDO A EUROPA ADOIDADO

O texto não contém spoilers. 

A palavra “infâmia” só deveria ser escrita em Comic Sans. Na internet, a fonte se tornou um símbolo, marcando a intenção de uma pessoa em tirar sarro de alguma coisa. Dessa forma, ao se apropriar de uma estética intencionalmente tosca, a infâmia em Comic Sans assumiu traços positivos que desenham um determinado tom, um tom irônico, e, até mesmo, satírico em algumas ocasiões. Logo no início de “Homem Aranha – Longe de Casa”, há uma homenagem feita pelo jornal da escola de Peter Parker (Tom Holland) ao Homem de Ferro. A fonte usada na reportagem? Comic Sans. Uma escolha perfeita que estabelece de antemão a abordagem adotada no filme, que é a da infâmia, no sentido bom e não dicionarizado da palavra.

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CRÍTICA: “OBSESSÃO” (2018) – AGONIA EM CENA, MAS NÃO PELOS MOTIVOS CERTOS

Eufemismo é uma figura de linguagem que representa a substituição de um termo ou uma cena grotesca por algo mais sutil. É, por incrível que pareça, fazendo uso dessa expressão, que tomo “Greta” (2018), dirigido por Neil Jordan, como a mais nova fuleiragem genérica do cinema de suspense. O filme tem sua narrativa situada em Nova York e permite que o espectador assista ao encontro nada casual entre duas mulheres, Frances (Chloë Grace Moretz) e Greta (Isabelle Huppert).

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CRÍTICA: “DEMOCRACIA EM VERTIGEM” – ENVELHECERÁ RÁPIDO, MAS COM BELAS RUGAS DE EXPRESSÃO

Diante de um evento marcante, é comum que os cineastas sintam o ímpeto de retratá-lo em um filme. Mas os grandes diretores são aqueles que resistem ao impulso inicial e conseguem esperar. O distanciamento histórico permite uma visão mais abrangente do contexto geral e reduz a possibilidade de erros.

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