CRÍTICA: “THE BOYS” (2019 –) (S01) DESVIRTUANDO O ARQUÉTIPO DO SUPER HERÓI

A primeira obra literária da história foi a “Epopeia de Gilgamesh”, um poema épico, cravado em placas de argila há mais ou menos cinco mil anos, sobre as aventuras de herói mitológico sumério. Desde então, inúmeras narrativas contavam com o arquétipo heroico de seu protagonista. Um ser humano que não só tinha habilidades físicas mais aguçadas que a de uma pessoa comum, mas, também, tinha índole moral superior aos seus conterrâneos. Hoje em dia, esse mito foi atualizado nos super-heróis dos quadrinhos, que logo foram para o audiovisual. Mas o que acontece quando imaginamos esses personagens somente com os superpoderes e retiramos toda a parte ética e moral?

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CRÍTICA: GAME OF THRONES (2011 – 2019)

De tempos em tempos surgem séries que ganham popularidade e se tornam discutidas e referenciadas por uma infinidade de pessoas, como foi o caso de Friends (1994-2004), Lost (2004-2010), Breaking Bad (2008-2013), entre outras. Com a internet cada vez mais democrática isso se potencializou e grande aposta da HBO surfou com maestria essa onda. Apesar de todas a polêmicas e revoltas de fãs, é inegável que Game Of Thrones foi a série mais popular desta década.

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SÉRIE: LOVE, DEATH & ROBOTS (2019 – )

Futuros distópicos, viagens intergalácticas, tecnologias absurdamente avançadas, realidades alternativas e várias reflexões sobre o comportamento humano em relação ao mundo que o cerca. Tudo isso faz parte da ficção científica, um gênero tão abrangente que criou uma diversidade rica de subgêneros explorando os mais diversos temas e conceitos. “Love, Death & Robots”, uma das surpresas mais agradáveis da Netflix, chega com o intuito de aproveitar ao máximo toda essa diversidade. Continuar lendo “SÉRIE: LOVE, DEATH & ROBOTS (2019 – )”

SÉRIE: THE HANDMAID’S TALE (2017 – )

Totalitarismo, queda da Constituição, controle opressivo da sociedade por meio do discurso religioso são algumas das características que compõe uma distopia, e, não por coincidência, são características que marcam a construção de “Handmaid’s Tale”. Sabe-se que a distopia está presente na literatura há pelo menos 94 anos. Opondo-se às construções utópicas, em que tudo é sistematicamente civilizado e igualitário, livros como “O Processo” (1925), de Franz Kafka, “Admirável Mundo Novo” (1932), de Aldous Huxley e “1984” (1949), de George Orwell nos fazem refletir sobre modelos de sociedades e suas devidas organizações nada ideais para boa parte das camadas sociais. Exibida pelo serviço de streaming Hulu e criada por Bruce Miller, “Handmaid’s Tale” é uma adaptação de obra homônima da autora canadense Margaret Atwood.

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SÉRIE: COMMUNITY (2009 – 2015)

O mundo das sitcons é, no mínimo, um lugar injusto. Um lugar onde a repetição e imbecilidades são recompensadas com milhões e milhões e milhões de dólares além das várias e incansáveis renovações de séries que, na melhor das hipóteses, tiveram duas ou três temporadas medianas, seguidas por muitas outras engessadas na fórmula bem-sucedida moldada por produtores-empresários nos primeiros anos de exibição. Dito isso, é evidente que o problema não está na conquista de sucesso dessas séries, mas sim na zona de conforto criada por esse sucesso. Chuck Lorre, criador de “Two and a Half Men” e “The Big Bang Theory”, entre outras atrocidades semelhantes, sabe muito bem disso, uma vez que suas produções são, muito provavelmente, inspiradas no Dia da Marmota. E Bill Murray desaprovaria.

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