RESENHA: OBJETOS CORTANTES (2006)

Se o papel da literatura é trazer uma reflexão sobre a realidade, esse livro cumpre seu papel nos mostrando como as relações que vivemos na infância e com a família podem nos marcar e trazer problemas psicológicos que nos acompanharão em todas as relações e por toda a vida. Objetos Cortantes, primeiro livro de Gillian Flynn, publicado em 2006 e traduzido para o Português Brasileiro em 2015, é uma narrativa de mulheres intensas. Continuar lendo “RESENHA: OBJETOS CORTANTES (2006)”

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CRÍTICA: PANTERA NEGRA (2018)

Uma das grandes surpresas das indicações para o Oscar de 2019 foi “Pantera Negra”. Pela primeira vez, um filme baseado em um super-herói de quadrinhos não se limitou apenas às categorias técnicas e foi indicado ao prêmio de Melhor Filme. Além de ser um marco importante para a união Marvel-Disney, o fato de o elenco ser majoritariamente composto por atores negros, uma novidade no mundo das adaptações de quadrinhos, tornou essa indicação ainda mais histórica. Continuar lendo “CRÍTICA: PANTERA NEGRA (2018)”

CRÍTICA: TERRA EM TRANSE (1967)

Texto escrito em coautoria com Julia Magalhães.

Terra em Transe é um filme brasileiro lançado em 1967, com roteiro e direção pelo cineasta, ator e escritor brasileiro, Glauber Rocha. Autor também de Deus e o Diabo na Terra do Sol (1963) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), Rocha alinha narrativas marcadas por críticas sociais e um estilo de filmagem de técnicas cinematográficas inovadoras, buscando romper com o molde de como se fazia cinema época. Terra em Transe é um dos seus filmes de maior destaque, conquistando lugar na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e, importante dizer, o filme é considerado por Glauber Rocha como um filme sobre política e não um filme político. Continuar lendo “CRÍTICA: TERRA EM TRANSE (1967)”

RESENHA: O SOL É PARA TODOS (1960)

Ítalo Calvino, importante escritor italiano, apresenta em seu livro Por que ler os clássicos, várias tentativas de definições do que são livros clássicos e uma delas chama atenção:

“Um clássico é um livro que nunca termina de dizer aquilo que tinha para dizer.”

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CRÍTICA: A FAVORITA (2018)

Além de ter a palavra final em todas as decisões políticas do reino, a rainha Anne da Inglaterra (Olivia Colman) é extremamente mimada e bajulada em sua intimidade. Basta tocar um sininho para que uma equipe de serviçais apareça imediatamente em seus aposentos para lhe fazer uma massagem. Anne tem tudo do bom e do melhor. Somente uma coisa lhe falta: felicidade.

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CRÍTICA: COMO TREINAR O SEU DRAGÃO (2019)

Este texto contém spoilers

É bastante comum atrelar o gênero “animação” como algo voltado para o público infantil. Embora Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki, Yasuyoshi Tokuma, entre outros, já tenham colocado esse emparelhamento em questão com seus filmes e mangás com teor para além do infantil, a animação continua, majoritariamente, sendo considerada pelos espectadores um gênero para crianças. Após assistir a filmes como Toy Story (1995 – ), Up (2009), Coraline (2009), nos parece imprudente corroborar com essa ideia. Como Treinar o seu Dragão 3 (How to Train Your Dragon: The Hidden World) não é um filme apenas para o público infantil. A forma em que o conteúdo temático é apresentado por Dean DeBlois exige de nós uma leitura profunda e admirada sobre as temáticas retratadas para diversos públicos.

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