LADY BIRD (2017)

Umas das críticas mais recorrentes em relação a representação de adolescentes no cinema, é a falta de fidelidade com a vida real. Esse definitivamente não é o caso de “Lady Bird”. Aqui, Greta Gerwig, pela primeira vez dirigindo e roteirizando de forma independente, consegue captar todas as nuances da adolescência fazendo com que seja impossível não se identificar em vários aspectos da trama de seus personagens.

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STRONGER (2017)

As bombas que explodiram na linha de chegada da maratona de Boston, em 2013, causaram a morte de 3 pessoas e feriram mais de 250. O incidente, tratado como um atentado terrorista, mobilizou toda a cidade e os Estados Unidos como um todo durante a caçada aos homens apontados como responsáveis pelas explosões. Agora, o acontecimento volta a ser lembrado pelo público, com a estreia de O que te faz mais forte (Stronger), de David Gordon Green. No centro da trama, uma das vítimas: Jeff Bauman (Jake Gyllenhaal), um funcionário de supermercado que perdeu as duas pernas na explosão e foi um dos principais informantes do FBI nas investigações logo após.

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DARKEST HOUR (2017)

A temporada de premiações reserva para o fã de cinema obras extremamente características dessa época do ano. Essas surpresas se materializam em forma de filmes produzidos com o único objetivo de ganhar estatuetas seguindo um “padrão” narrativo de sucesso, são eles os chamados de “filmes de Oscar”. Não existe uma formula exata para se categorizar esses filmes, mas é impossível não os reconhecer. “Darkest Hour”, do diretor Joe Wright, é um exemplo desse subgênero sazonal.

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LE REDOUTABLE (2017)

“Porque assim segue a vida a bordo do Formidável”

Ao falar em nouvelle vague, é impossível não pensar automaticamente em Jean-Luc Godard. Um dos principais nomes do movimento que revolucionou o cinema – não só na França ou na Europa -, sobretudo na década de 1960, Godard sempre foi uma figura excêntrica e envolvida em debates e polêmicas no meio cinematográfico e político.

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BLADE RUNNER 2049 (2017)

“O que nos torna humanos?” Este parece ser o questionamento principal da história criada por Philip K. Dick em seu romance “Androides sonham com ovelhas elétricas?”, de 1968, que foi maravilhosamente adaptado para o cinema em “Blade Runner” (1982), dirigido por Ridley Scott. Nas primeiras cenas da recente continuação “Blade Runner 2049” fica evidente qual é a intenção do novo diretor Denis Villenueve: manter a essência da obra original sem deixar de imprimir sua própria marca. O novo filme nos tras um novo enredo sem deixar a essência do primeiro de lado mantendo a filosofia presente desde o livro de Dick.

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