SÉRIE: THE HANDMAID’S TALE (2017 – )

Totalitarismo, queda da Constituição, controle opressivo da sociedade por meio do discurso religioso são algumas das características que compõe uma distopia, e, não por coincidência, são características que marcam a construção de “Handmaid’s Tale”. Sabe-se que a distopia está presente na literatura há pelo menos 94 anos. Opondo-se às construções utópicas, em que tudo é sistematicamente civilizado e igualitário, livros como “O Processo” (1925), de Franz Kafka, “Admirável Mundo Novo” (1932), de Aldous Huxley e “1984” (1949), de George Orwell nos fazem refletir sobre modelos de sociedades e suas devidas organizações nada ideais para boa parte das camadas sociais. Exibida pelo serviço de streaming Hulu e criada por Bruce Miller, “Handmaid’s Tale” é uma adaptação de obra homônima da autora canadense Margaret Atwood.

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LITERATURA: COMO PARAR O TEMPO (2017)

Escrito por Matt Haig e publicado no Brasil pela Harper Collins, em 2017, Como parar o tempo é o tipo de livro que tem a capacidade de deixar o leitor envolvido do início ao fim, sem perder o ritmo e sem se tornar clichê, embora apresente temas que constantemente são trabalhados e apresentados a partir dessa visão em outras obras. Continuar lendo “LITERATURA: COMO PARAR O TEMPO (2017)”

LADY BIRD (2017)

Umas das críticas mais recorrentes em relação a representação de adolescentes no cinema, é a falta de fidelidade com a vida real. Esse definitivamente não é o caso de “Lady Bird”. Aqui, Greta Gerwig, pela primeira vez dirigindo e roteirizando de forma independente, consegue captar todas as nuances da adolescência fazendo com que seja impossível não se identificar em vários aspectos da trama de seus personagens.

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BLADE RUNNER 2049 (2017)

“O que nos torna humanos?” Este parece ser o questionamento principal da história criada por Philip K. Dick em seu romance “Androides sonham com ovelhas elétricas?”, de 1968, que foi maravilhosamente adaptado para o cinema em “Blade Runner” (1982), dirigido por Ridley Scott. Nas primeiras cenas da recente continuação “Blade Runner 2049” fica evidente qual é a intenção do novo diretor Denis Villenueve: manter a essência da obra original sem deixar de imprimir sua própria marca. O novo filme nos tras um novo enredo sem deixar a essência do primeiro de lado mantendo a filosofia presente desde o livro de Dick.

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MOTHER! (2017)

O cinema, assim como qualquer outra forma de arte, nem sempre precisa expor sua mensagem com clareza. Um enredo metafórico e subjetivo pode ser tão ou mais interessante do que contar uma história diretamente. Deixar que uma obra seja passível a diferentes interpretações a torna intrigante e reflexiva. O novo filme de Derren Aronofsky (‘O Lutador’ e ‘Cisne Negro’) segue exatamente por esse caminho, causando um incômodo e exigindo que o público pare para refletir sobre o que viu na tela.

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