CRÍTICA: NO PORTAL DA ETERNIDADE (2018)

No universo cinematográfico, e, aqui, tomo a liberdade de incluir as séries, há diversas abordagens que tentam contar e recontar a história do pintor holandês Vincent van Gogh. Uma das primeiras abordagens já feitas é o curta “Van Gogh”, de 1948, dirigido por Alain Resnais. Entre as mais recentes, temos o longa “Van Gogh: Pintando com Palavras”, de 2010, dirigido por Andrew Hutton e estrelado por Benedict Cumberbatch; o excelente episódio “Vincent and the Doctor”, décimo episódio da quinta temporada de Doctor Who, transmitido pela BBC em 2010; e a animação “Loving Vincent”, feita com pinturas de quadros que imitam as obras de van Gogh. Agora, temos “No Portal da Eternidade”, filme que Julian Schnabel assume a direção e é estrelado pelo veterano Willem Dafoe. A enorme quantidade de produções que tomam a mesma figura como elemento central reforça a importância do holandês para o mundo da arte até hoje. Continuar lendo “CRÍTICA: NO PORTAL DA ETERNIDADE (2018)”

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CRÍTICA: GREEN BOOK (2018)

Em qualquer forma de narração, o ponto de vista é fundamental para o sucesso ou não da história. Esse ponto de vista é nada mais do que o narrador, o filtro que transmite os acontecimentos para o espectador. No cinema, a questão do narrador é mais complexa pois funciona em dois níveis, a narração de uma personagem, protagonista ou não, e a narração da câmera, responsabilidade dos diretores e das pessoas que trabalham nos bastidores. Em outras palavras, podemos entender que há, no cinema, uma narração diegética e uma narração extra-diegética. “Green Book”, filme dirigido por Peter Farrelly, é um ótimo exemplo para mostrar como a escolha do narrador pode afetar, positiva ou negativamente, a história como um todo.

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CRÍTICA: VICE (2018)

A grande dificuldade em se fazer filmes biográficos reside no fato de que, na maioria das vezes, a vida real não é tão interessante quando a ficção, ainda mais quando a pessoa escolhida é alguém extremante sem carisma como o ex-vice-presidente dos EUA Dick Cheney. No entanto, até a mais monótona das histórias pode se tornar interessante e divertida nas mãos de quem sabe conta-las. Continuar lendo “CRÍTICA: VICE (2018)”

CRÍTICA: PANTERA NEGRA (2018)

Uma das grandes surpresas das indicações para o Oscar de 2019 foi “Pantera Negra”. Pela primeira vez, um filme baseado em um super-herói de quadrinhos não se limitou apenas às categorias técnicas e foi indicado ao prêmio de Melhor Filme. Além de ser um marco importante para a união Marvel-Disney, o fato de o elenco ser majoritariamente composto por atores negros, uma novidade no mundo das adaptações de quadrinhos, tornou essa indicação ainda mais histórica. Continuar lendo “CRÍTICA: PANTERA NEGRA (2018)”

CRÍTICA: A FAVORITA (2018)

Além de ter a palavra final em todas as decisões políticas do reino, a rainha Anne da Inglaterra (Olivia Colman) é extremamente mimada e bajulada em sua intimidade. Basta tocar um sininho para que uma equipe de serviçais apareça imediatamente em seus aposentos para lhe fazer uma massagem. Anne tem tudo do bom e do melhor. Somente uma coisa lhe falta: felicidade.

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CRÍTICA: BOHEMIAN RHAPSODY (2018)

Cinebiografias podem ser complicadas de se avaliar devido às personalidades nelas retratadas e, por consequência, à base de fãs que podem possuir essas personalidades. Esse tipo de filme, então, possui um caráter mais complexo para avaliação e apreciação por tratarem de pessoas que possuem status de ídolo para muitas outras. Então, dessa forma, surgem duas grandes perspectivas possíveis para se avaliar obras dessa natureza: a perspectiva do fã da pessoa, que vai ao cinema para ver seu ídolo; e a perspectiva fã de cinema, que espera apreciar o filme por conta de suas construções narrativas e temáticas.

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