CRÍTICA: VICE (2018)

A grande dificuldade em se fazer filmes biográficos reside no fato de que, na maioria das vezes, a vida real não é tão interessante quando a ficção, ainda mais quando a pessoa escolhida é alguém extremante sem carisma como o ex-vice-presidente dos EUA Dick Cheney. No entanto, até a mais monótona das histórias pode se tornar interessante e divertida nas mãos de quem sabe conta-las. Continuar lendo “CRÍTICA: VICE (2018)”

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CRÍTICA: PANTERA NEGRA (2018)

Uma das grandes surpresas das indicações para o Oscar de 2019 foi “Pantera Negra”. Pela primeira vez, um filme baseado em um super-herói de quadrinhos não se limitou apenas às categorias técnicas e foi indicado ao prêmio de Melhor Filme. Além de ser um marco importante para a união Marvel-Disney, o fato de o elenco ser majoritariamente composto por atores negros, uma novidade no mundo das adaptações de quadrinhos, tornou essa indicação ainda mais histórica. Continuar lendo “CRÍTICA: PANTERA NEGRA (2018)”

CRÍTICA: A FAVORITA (2018)

Além de ter a palavra final em todas as decisões políticas do reino, a rainha Anne da Inglaterra (Olivia Colman) é extremamente mimada e bajulada em sua intimidade. Basta tocar um sininho para que uma equipe de serviçais apareça imediatamente em seus aposentos para lhe fazer uma massagem. Anne tem tudo do bom e do melhor. Somente uma coisa lhe falta: felicidade.

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CRÍTICA: BOHEMIAN RHAPSODY (2018)

Cinebiografias podem ser complicadas de se avaliar devido às personalidades nelas retratadas e, por consequência, à base de fãs que podem possuir essas personalidades. Esse tipo de filme, então, possui um caráter mais complexo para avaliação e apreciação por tratarem de pessoas que possuem status de ídolo para muitas outras. Então, dessa forma, surgem duas grandes perspectivas possíveis para se avaliar obras dessa natureza: a perspectiva do fã da pessoa, que vai ao cinema para ver seu ídolo; e a perspectiva fã de cinema, que espera apreciar o filme por conta de suas construções narrativas e temáticas.

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CRÍTICA: ASSUNTO DE FAMÍLIA (2018)

Hatsue Shibata (Kirin Kiki) é matriarca de uma grande família. Suas duas filhas, Nobuyo (Sakura Andô) e Aki (Mayu Matsuoka), seu genro Osamu (Lily Franky), e seu neto Shota (Jyo Kairi) vivem sob seu teto – um cubículo localizado nos arredores de Tóquio, onde as pessoas dividem espaço com centenas de itens que não possuem muito valor além do sentimental – e tendo sua pensão como principal fonte de renda. Alguns até arrumam empregos para ajudar a complementar a renda, mas o que realmente faz diferença no sustento da casa é um hábito incomum de Osamu e Shota: furtar produtos em supermercados.

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CRÍTICA: A FREIRA (2018)

Não é difícil se decepcionar quando a expectativa é alta para um determinado filme. Tampouco é difícil se surpreender positivamente quando não há expectativa alguma. A questão, nesse caso, é de perspectiva: o filme vai ser melhor ou pior dependendo do quanto esperamos dele. É claro que, depois da expectativa, seja ela positiva ou negativa, o que deve prevalecer na avaliação final é a qualidade ­– ou não – da obra. Contudo, não desconsideremos o valor da expectativa, porque quando um filme consegue decepcionar profundamente mesmo quando nada se esperava dele, é preciso parar, respirar e entender o que diabos aconteceu.

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