LITERATURA: THE DEAD (1914)

James Joyce, romancista, cronista e poeta do século XX, em seu conto “The Dead”, publicado em 1914, no livro Dubliners, nos faz refletir sobre questões como o amor, a memória, papéis sociais e, além disso, sobre o que é, de fato, estar vivo ou morto. Evidentemente, não é possível resumir a obra de Joyce pela ótica das temáticas supracitadas, uma vez que a cada leitura novas possibilidades de interpretação surgem. Nessa perspectiva, é admissível dizer que quando pensamos em conceitos como vida e/ou morte, é preciso deixar de lado a ideia de que viver é estar presente – abarcando definições biológicas – em algum espaço físico. Joyce, além de evidenciar que a morte atravessa a materialidade com as quebras sociais simbólicas, nos mostra que é possível existir, vividamente, na memória de alguém, assim como é possível morrer, metaforicamente, e continuar em circulação.   Continuar lendo “LITERATURA: THE DEAD (1914)”

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LITERATURA: TRIFLES (1916)

Este texto contém spoilers.

Quando pensamos em peças teatrais somos, imediatamente, guiados pelo percurso shakespeariano que domina agendas culturais desde muito antes do período vitoriano. Dramaturgos como Sófocles e Eurípedes, há mais de 2400 anos, já haviam estabelecido o teatro como parte do mundo dos homens. Esse corpo social ganhava destaque não apenas em relação ao enredo, mas, também, em relação à encenação nas arenas gregas: não era permitido que mulheres atuassem, portanto, homens as representavam em cena. Susan Glaspell, em 1916, nos entrega Trifles, uma peça sobre empatia feminina e ajuda a quebrar esse cenário com uma obra digna de muitas adaptações. Continuar lendo “LITERATURA: TRIFLES (1916)”