CRÍTICA: ASSUNTO DE FAMÍLIA (2018)

Hatsue Shibata (Kirin Kiki) é matriarca de uma grande família. Suas duas filhas, Nobuyo (Sakura Andô) e Aki (Mayu Matsuoka), seu genro Osamu (Lily Franky), e seu neto Shota (Jyo Kairi) vivem sob seu teto – um cubículo localizado nos arredores de Tóquio, onde as pessoas dividem espaço com centenas de itens que não possuem muito valor além do sentimental – e tendo sua pensão como principal fonte de renda. Alguns até arrumam empregos para ajudar a complementar a renda, mas o que realmente faz diferença no sustento da casa é um hábito incomum de Osamu e Shota: furtar produtos em supermercados.

Continuar lendo “CRÍTICA: ASSUNTO DE FAMÍLIA (2018)”

Anúncios

CRÍTICA: HOMEM ARANHA: NO ARANHAVERSO (2018)

“Homem Aranha: No Aranhaverso” narra a história de Miles Morales (Shameik Moore), um garoto latino-americano filho de um policial chamado Jafferson Davis (Brian Tyree Henry). A relação entre pai e filho não é perfeita, apesar de dos dois claramente se amarem, há um conflito entre eles devido à cobrança do pai para que o filho estude em uma boa escola e siga um modelo de bom aluno. Morales, ainda que muito inteligente, não almeja seguir esse modelo, seu desejo é voltar para a antiga escola e fazer grafite. O interesse pelo grafite o aproxima de seu tio, Aaron Davis (Mahershala Ali), que possui uma briga antiga com o irmão, Davis.

Continuar lendo “CRÍTICA: HOMEM ARANHA: NO ARANHAVERSO (2018)”

LADY BIRD (2017)

Umas das críticas mais recorrentes em relação a representação de adolescentes no cinema, é a falta de fidelidade com a vida real. Esse definitivamente não é o caso de “Lady Bird”. Aqui, Greta Gerwig, pela primeira vez dirigindo e roteirizando de forma independente, consegue captar todas as nuances da adolescência fazendo com que seja impossível não se identificar em vários aspectos da trama de seus personagens.

Continuar lendo “LADY BIRD (2017)”

MOTHER! (2017)

O cinema, assim como qualquer outra forma de arte, nem sempre precisa expor sua mensagem com clareza. Um enredo metafórico e subjetivo pode ser tão ou mais interessante do que contar uma história diretamente. Deixar que uma obra seja passível a diferentes interpretações a torna intrigante e reflexiva. O novo filme de Derren Aronofsky (‘O Lutador’ e ‘Cisne Negro’) segue exatamente por esse caminho, causando um incômodo e exigindo que o público pare para refletir sobre o que viu na tela.

Continuar lendo “MOTHER! (2017)”

DUNKIRK (2017)

Somente um milagre poderia salvar os soldados aliados no norte da França, em 1940. Encurralados pelos nazistas na cidade portuária de Dunquerque, os mais de 300 mil homens não tinham outra alternativa a não ser retornar o mais rápido possível à Grã-Bretanha pelo Canal da Mancha. A derrota no campo de batalha já estava concretizada, o inimigo se aproximava rapidamente e as chances de sobrevivência eram remotas. Esse caráter de corrida contra o tempo confere a este episódio, batizado de “operação dínamo”, um enorme potencial cinematográfico, explorado com maestria por Christopher Nolan em “Dunkirk”, seu filme mais recente.

Continuar lendo “DUNKIRK (2017)”

MANCHESTER BY THE SEA (2016)

Além do incentivo indireto à pirataria, outro grande problema do descaso que os distribuidores brasileiros demonstram com a importação dos filmes internacionais é a privação da nossa oportunidade de vê-los antes do surgimento do hype. Os exemplos mais recentes desse fenômeno dizem respeito aos favoritos ao Oscar 2017, que estão presentes no circuito internacional há meses, mas somente agora chegam ao Brasil. Esse tipo de notoriedade em torno das obras acaba criando uma expectativa que prejudica experiência de apreciá-las pela primeira vez. Mas este não é o caso de Manchester By The Sea, novo longa de Kenneth Lonergan que, por sorte, é grandioso o suficiente para sair ileso.

Continuar lendo “MANCHESTER BY THE SEA (2016)”