CRÍTICA: “LOJA DE UNICÓRNIOS” (2017) – MAIS ‘SESSÃO DA TARDE’ NA SUA NETFLIX

Antes de se tornar uma super-heroína nos filmes da Marvel/Disney, Brie Larson fez sua estreia como cineasta produzindo e dirigindo “Loja de Unicórnios” para a Netflix. Inicialmente, a produção não causou muito alarde entre os assinantes, porém, com a estreia de “Capitã Marvel”, em 2019, as coisas mudaram, uma vez que, além de Larson, o elenco de “Loja de Unicórnios” contava com Samuel L. Jackson. O filme foi puxado das profundezas do serviço de streaming e atingiu muitos espectadores. Continuar lendo “CRÍTICA: “LOJA DE UNICÓRNIOS” (2017) – MAIS ‘SESSÃO DA TARDE’ NA SUA NETFLIX”

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CRÍTICA: “HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA” – CURTINDO A EUROPA ADOIDADO

O texto não contém spoilers. 

A palavra “infâmia” só deveria ser escrita em Comic Sans. Na internet, a fonte se tornou um símbolo, marcando a intenção de uma pessoa em tirar sarro de alguma coisa. Dessa forma, ao se apropriar de uma estética intencionalmente tosca, a infâmia em Comic Sans assumiu traços positivos que desenham um determinado tom, um tom irônico, e, até mesmo, satírico em algumas ocasiões. Logo no início de “Homem Aranha – Longe de Casa”, há uma homenagem feita pelo jornal da escola de Peter Parker (Tom Holland) ao Homem de Ferro. A fonte usada na reportagem? Comic Sans. Uma escolha perfeita que estabelece de antemão a abordagem adotada no filme, que é a da infâmia, no sentido bom e não dicionarizado da palavra.

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CRÍTICA: “OBSESSÃO” (2018) – AGONIA EM CENA, MAS NÃO PELOS MOTIVOS CERTOS

Eufemismo é uma figura de linguagem que representa a substituição de um termo ou uma cena grotesca por algo mais sutil. É, por incrível que pareça, fazendo uso dessa expressão, que tomo “Greta” (2018), dirigido por Neil Jordan, como a mais nova fuleiragem genérica do cinema de suspense. O filme tem sua narrativa situada em Nova York e permite que o espectador assista ao encontro nada casual entre duas mulheres, Frances (Chloë Grace Moretz) e Greta (Isabelle Huppert).

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CRÍTICA: “DEMOCRACIA EM VERTIGEM” – ENVELHECERÁ RÁPIDO, MAS COM BELAS RUGAS DE EXPRESSÃO

Diante de um evento marcante, é comum que os cineastas sintam o ímpeto de retratá-lo em um filme. Mas os grandes diretores são aqueles que resistem ao impulso inicial e conseguem esperar. O distanciamento histórico permite uma visão mais abrangente do contexto geral e reduz a possibilidade de erros.

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CRÍTICA: “DESLEMBRO” – VIVER SEM CONHECER O PASSADO É ANDAR NO ESCURO

“A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver”, disse o artista Paul Klee, que se exilou da Alemanha em 1933 devido a ascensão do nazismo. Nos tempos em que fatos são escondidos e mensagens de redes sociais são consideradas verdades absolutas, um pouco de história não faz mal a ninguém. Principalmente se a verdade for tão dura que talvez exista a vontade de deslembrá-la, até mesmo para os que não a viveram na pele. Entretanto, por mais dura que seja a realidade, Flavia Castro não a esconde e baseia a obra “Deslembro” em sua história pessoal, sendo ela o nome por trás do roteiro e direção.

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CRÍTICA: BLACK MIRROR S05 (2019): A PIADA DE MAL GOSTO DE CHARLIE BROOKER

“Isso é muito Black Mirror” é uma frase que acabou caindo no vocabulário popular após o sucesso da série antológica de ficção científica criada por Charlie Brooker e exibida no mundo todo pela Netflix. As histórias extrapolam o desenvolvimento tecnológico a fim de mostrar de forma bastante realista como os seres humanos reagem a essas evoluções, para o bem ou para o mal. Com isso, o próprio nome da série se tornou sinônimo de quando aplicativos e gadgets nos assustam tamanho seu avanço e eficiência.

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