RESENHA: BARTLEBY, O ESCRIVÃO (1853)

“Bartleby, o Escrivão”, foi publicado pela primeira vez, anonimamente, em 1853. O nome do autor desta verdadeira crítica ao capitalismo, Herman Melville, foi descoberto somente em 1856, três anos após a primeira publicação do conto. A história nos é contada a partir da perspectiva de um advogado inominado, nosso narrador personagem, que afirma não existir material o suficiente para que apresentar uma biografia de Bartleby. É sob essa ótica, a ótica do que não se sabe, do que não fora dito, que Melville nos conduz por Wall Street, demonstrando as consequências provocadas pelo capitalismo, sendo a desumanização dos sujeitos a pior delas. Tratando-se de um personagem extremamente misterioso, Bartleby é passível a diversas interpretações. Para o desenvolvimento desta análise, é importante, portanto, considerar que nada a respeito de Bartleby pode ser afirmado, apenas sugerido. Continuar lendo “RESENHA: BARTLEBY, O ESCRIVÃO (1853)”

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RESENHA: OBJETOS CORTANTES (2006)

Se o papel da literatura é trazer uma reflexão sobre a realidade, esse livro cumpre seu papel nos mostrando como as relações que vivemos na infância e com a família podem nos marcar e trazer problemas psicológicos que nos acompanharão em todas as relações e por toda a vida. Objetos Cortantes, primeiro livro de Gillian Flynn, publicado em 2006 e traduzido para o Português Brasileiro em 2015, é uma narrativa de mulheres intensas. Continuar lendo “RESENHA: OBJETOS CORTANTES (2006)”