CRÍTICA: “HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA” – CURTINDO A EUROPA ADOIDADO

O texto não contém spoilers. 

A palavra “infâmia” só deveria ser escrita em Comic Sans. Na internet, a fonte se tornou um símbolo, marcando a intenção de uma pessoa em tirar sarro de alguma coisa. Dessa forma, ao se apropriar de uma estética intencionalmente tosca, a infâmia em Comic Sans assumiu traços positivos que desenham um determinado tom, um tom irônico, e, até mesmo, satírico em algumas ocasiões. Logo no início de “Homem Aranha – Longe de Casa”, há uma homenagem feita pelo jornal da escola de Peter Parker (Tom Holland) ao Homem de Ferro. A fonte usada na reportagem? Comic Sans. Uma escolha perfeita que estabelece de antemão a abordagem adotada no filme, que é a da infâmia, no sentido bom e não dicionarizado da palavra.

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CRÍTICA: “X-MEN: FÊNIX NEGRA” – O FIM DA ERA DA RAPOSA

Depois do fim do arco dos principais Vingadores em “Ultimato”, chega também ao fim a mais longeva franquia de filmes de super-heróis da história (“Os Novos Mutantes”, de 2020, ficará de fora por se tratar de um spin-off). A era dos X-Men na Fox, que durou incríveis 19 anos, se encerra com “Fênix Negra” e, sem dúvidas, deixará saudades devido a sua abordagem mais sóbria do gênero.

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CRÍTICA: “VINGADORES: ULTIMATO” (2019) – UM FILME HISTÓRICO

O texto não possui spoilers. 

Na maioria das vezes, é difícil posicionar um filme na história do Cinema e medir seu impacto na sociedade sem o tão necessário distanciamento histórico. Mesmo aqueles primores em qualidade de enredo e estrutura não possuem garantia de ficarem marcados como clássicos definidores de uma era. Entretanto, alguns casos são tão evidentes, devido às inovações no modelo de produção da indústria e no impacto causado na cultura pop, que não há escolha a não ser afirmar que são marcados em uma época. “Vingadores: Ultimato”, resultado de onze anos de um competente desenvolvimento de personagens que é responsável por trazer os quadrinhos de super-heróis de volta ao main stream, é o ponto de culminação do, talvez, maior fenômeno da cultura pop desde Star Wars. E sim, é também um excelente filme.

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CRÍTICA: CAPITÃ MARVEL (2019)

O Cinema e as demais artes têm, por meio de suas obras, a função de – também – representar a realidade social e política de um determinado ponto no espaço tempo. Engana-se quem pensa que apenas os filmes mais filosóficos ou complexos, ditos “de arte” (expressão pedante dos cinéfilos de boina) exercem essa importante função. A recepção dos blackbusters, filmes cuja produção é mais voltada para o mercado, é um ótimo indicativo de como pensa um povo.  “Capitã Marvel”, novo filme do MCU, antes mesmo do apagar das luzes da sala do cinema, mostra que estamos cercados por idiotas.

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CRÍTICA: HOMEM ARANHA: NO ARANHAVERSO (2018)

“Homem Aranha: No Aranhaverso” narra a história de Miles Morales (Shameik Moore), um garoto latino-americano filho de um policial chamado Jafferson Davis (Brian Tyree Henry). A relação entre pai e filho não é perfeita, apesar de dos dois claramente se amarem, há um conflito entre eles devido à cobrança do pai para que o filho estude em uma boa escola e siga um modelo de bom aluno. Morales, ainda que muito inteligente, não almeja seguir esse modelo, seu desejo é voltar para a antiga escola e fazer grafite. O interesse pelo grafite o aproxima de seu tio, Aaron Davis (Mahershala Ali), que possui uma briga antiga com o irmão, Davis.

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SPIDER-MAN: HOMECOMING (2017)

A jornada do Homem-Aranha nos cinemas tem sido tortuosa, para se dizer o mínimo. Depois de dois ótimos filmes, Sam Raimi, o então responsável pela franquia, entregou o terceiro tenebroso fazendo a Sony recomeça-la anos depois com Andrew Garfield como protagonista. Foram produzidos dois bons longas, mas nada que fizesse justiça ao personagem. Então, mais uma vez, a franquia foi colocada na geladeira. Foi aí que a Marvel Studios fez um acordo de coprodução com a Sony conseguindo introduzir o herói em seu próprio universo cinematográfico.

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