CRÍTICA: “LOJA DE UNICÓRNIOS” (2017) – MAIS ‘SESSÃO DA TARDE’ NA SUA NETFLIX

Antes de se tornar uma super-heroína nos filmes da Marvel/Disney, Brie Larson fez sua estreia como cineasta produzindo e dirigindo “Loja de Unicórnios” para a Netflix. Inicialmente, a produção não causou muito alarde entre os assinantes, porém, com a estreia de “Capitã Marvel”, em 2019, as coisas mudaram, uma vez que, além de Larson, o elenco de “Loja de Unicórnios” contava com Samuel L. Jackson. O filme foi puxado das profundezas do serviço de streaming e atingiu muitos espectadores. Continuar lendo “CRÍTICA: “LOJA DE UNICÓRNIOS” (2017) – MAIS ‘SESSÃO DA TARDE’ NA SUA NETFLIX”

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FRAGMENTO INQUIETO: WHAT HAPPENED, MR. GERVAIS?

A elite de Hollywood foi tomada de assalto na 67ª edição do Globo de Ouro. No palco, o anfitrião daquela noite não parava de debochar da idiossincrasia dos atores e aplicou-se para tirar a limpo notícias saídas diretas das capas dos tabloides. Ciente do desconforto que causava, Ricky Gervais ensaiou uma mea culpa: sorridente, com um copo de cerveja em uma das mãos, deixou claro que sua intenção jamais foi ofender os presentes. Apontou inúmeras vezes para o copo e assumiu que não estava no seu normal. Por fim, tentou minimizar: “Eu gosto de uma bebida tanto quanto o próximo homem. A menos que o próximo homem seja Mel Gibson”.

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CRÍTICA: “DEMOCRACIA EM VERTIGEM” – ENVELHECERÁ RÁPIDO, MAS COM BELAS RUGAS DE EXPRESSÃO

Diante de um evento marcante, é comum que os cineastas sintam o ímpeto de retratá-lo em um filme. Mas os grandes diretores são aqueles que resistem ao impulso inicial e conseguem esperar. O distanciamento histórico permite uma visão mais abrangente do contexto geral e reduz a possibilidade de erros.

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CRÍTICA: BLACK MIRROR S05 (2019): A PIADA DE MAL GOSTO DE CHARLIE BROOKER

“Isso é muito Black Mirror” é uma frase que acabou caindo no vocabulário popular após o sucesso da série antológica de ficção científica criada por Charlie Brooker e exibida no mundo todo pela Netflix. As histórias extrapolam o desenvolvimento tecnológico a fim de mostrar de forma bastante realista como os seres humanos reagem a essas evoluções, para o bem ou para o mal. Com isso, o próprio nome da série se tornou sinônimo de quando aplicativos e gadgets nos assustam tamanho seu avanço e eficiência.

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SÉRIE: LOVE, DEATH & ROBOTS (2019 – )

Futuros distópicos, viagens intergalácticas, tecnologias absurdamente avançadas, realidades alternativas e várias reflexões sobre o comportamento humano em relação ao mundo que o cerca. Tudo isso faz parte da ficção científica, um gênero tão abrangente que criou uma diversidade rica de subgêneros explorando os mais diversos temas e conceitos. “Love, Death & Robots”, uma das surpresas mais agradáveis da Netflix, chega com o intuito de aproveitar ao máximo toda essa diversidade. Continuar lendo “SÉRIE: LOVE, DEATH & ROBOTS (2019 – )”

CRÍTICA: ROMA (2018)

O público mais popular de cinema tem a ilusão de que para uma história ser boa ela precisa ter muitos acontecimentos incríveis e situações inimagináveis. No entanto, muito pode ser dito em filmes que contam apenas um trecho da vida simples de uma ou mais pessoas e partir disso serem criadas grandes obras de arte. A maior prova disso foi o destaque que “Roma”, filme mexicano lançado em streaming pela Netflix, ganhou nos meios cinematográficos mais tradicionais.

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