LITERATURA: THE DEAD (1914)

James Joyce, romancista, cronista e poeta do século XX, em seu conto “The Dead”, publicado em 1914, no livro Dubliners, nos faz refletir sobre questões como o amor, a memória, papéis sociais e, além disso, sobre o que é, de fato, estar vivo ou morto. Evidentemente, não é possível resumir a obra de Joyce pela ótica das temáticas supracitadas, uma vez que a cada leitura novas possibilidades de interpretação surgem. Nessa perspectiva, é admissível dizer que quando pensamos em conceitos como vida e/ou morte, é preciso deixar de lado a ideia de que viver é estar presente – abarcando definições biológicas – em algum espaço físico. Joyce, além de evidenciar que a morte atravessa a materialidade com as quebras sociais simbólicas, nos mostra que é possível existir, vividamente, na memória de alguém, assim como é possível morrer, metaforicamente, e continuar em circulação.   Continuar lendo “LITERATURA: THE DEAD (1914)”

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LITERATURA: O OLHO MAIS AZUL (1970)

O olho mais azul conta a história de uma menina negra que foi humilhada e inferiorizada por todos que a cercaram durante toda a sua vida. Pecola, a personagem principal, cresceu observando meninas brancas de olhos azuis recebendo o amor e o carinho que tanto lhe foi negado e, por isso, acreditava que se tivesse tais características o mundo a veria de outra forma e todos os seus problemas seriam resolvidos. A narrativa é fragmentada e em cada momento é apresentado ao leitor a história de um personagem até o momento em que sua vida cruza com a de Pecola. Continuar lendo “LITERATURA: O OLHO MAIS AZUL (1970)”